Última hora
Publicidade
PMPA - 6175
Cultura

Após 56ª edição, comunicador cobra organização antecipada e vaqueiro no centro da Missa de Serrita

Didi Galvão defendeu que a 57ª Missa do Vaqueiro já comece a ser planejada agora, com programação definida com meses de antecedência para facilitar caravanas e turistas de outros estados.

Redação ChicoSabeTudo
28 de julho, 2026 · 15:30 3 min de leitura
Vaqueiros a cavalo durante a Missa do Vaqueiro de Serrita, com trajes típicos de couro
Vaqueiros a cavalo durante a Missa do Vaqueiro de Serrita, com trajes típicos de couro

A 56ª Missa do Vaqueiro de Serrita aconteceu no último domingo (26), no Parque Estadual João Câncio, no Sítio Lajes, zona rural do município do Sertão Central de Pernambuco. A edição reuniu milhares de fiéis e vaqueiros no espaço e marcou mais um capítulo de uma celebração que já ultrapassa cinco décadas de história.

Publicidade

Logo após o evento, o comunicador e blogueiro Didi Galvão publicou uma análise em vídeo sobre a edição. Segundo ele, apesar de críticas sobre o público presente em alguns momentos, a movimentação de turistas, visitantes e caravanas foi evidente. Para Didi, a Missa do Vaqueiro segue como um dos maiores patrimônios da cultura nordestina — mas precisa ser tratada com mais antecedência na sua organização.

"Quem vem de outros estados precisa se programar com meses de antecedência. Muitas caravanas participaram este ano, mas poderiam ter trazido muito mais pessoas se houvesse uma definição antecipada da programação e da estrutura do evento", observou o comunicador, de acordo com informações divulgadas pelo Blog do Didi Galvão.

A cobrança tem respaldo no porte que o evento já alcançou. Criada em 1970 por Padre João Câncio, Luiz Gonzaga e o poeta Pedro Bandeira, a Missa do Vaqueiro é considerada a mais tradicional celebração do gênero no Nordeste. Realizada desde aquele ano, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco e presta homenagem à memória de Raimundo Jacó, vaqueiro encontrado morto em 1954.

Publicidade

Ao longo de mais de cinco décadas, a Missa do Vaqueiro de Serrita tornou-se referência para encontros semelhantes realizados em outros estados. A estimativa dos organizadores indica o fluxo de milhares de vaqueiros montados oriundos de diversos estados da federação brasileira, além de contingentes expressivos de turistas e romeiros. Esse alcance nacional é justamente o argumento de Didi para defender que o planejamento da 57ª edição, prevista para 2027, comece imediatamente.

Além da logística, Didi Galvão tocou em um ponto que considera essencial: a preservação da identidade da festa. Para o comunicador, disputas e discussões políticas devem ficar em segundo plano. "O grande protagonista desse evento é o vaqueiro nordestino, o homem da caatinga, símbolo da resistência, da fé e das tradições do Sertão. É essa história que precisa continuar sendo valorizada", disse, segundo o Blog do Didi Galvão.

A edição de 2026 contou com apoio institucional relevante. A celebração recebeu recursos do Governo do Estado no valor de R$ 2 milhões, por meio da Fundação Padre João Câncio, destinados tanto à missa quanto à contratação artística da Festa de Jacó, de responsabilidade da Prefeitura de Serrita. Para garantir a tranquilidade dos participantes, a Secretaria de Defesa Social montou uma operação especial entre os dias 23 e 26 de julho, com investimento de R$ 86,4 mil e atuação de 480 profissionais das forças de segurança.

Publicidade

A 56ª edição chegou, ainda, sob um novo cenário de entendimento institucional entre a Fundação Padre João Câncio e a Prefeitura de Serrita, após ruídos e desencontros em edições anteriores, com divisão clara de responsabilidades e expectativa de uma edição marcada pela organização e pelo respeito mútuo. Para Didi Galvão, esse ambiente positivo é o ponto de partida ideal para que a próxima edição já seja colocada em marcha — com o vaqueiro sertanejo ocupando, como sempre deveria, o lugar de honra.

Publicidade

Leia também