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Paulo Afonso tem ar seco crítico até domingo (11/10)

Umidade cai a 29% na região e alerta aponta risco à saúde e de incêndios florestais

Redação ChicoSabeTudo
09 de outubro, 2026 · 11:52 2 min de leitura

Paulo Afonso deve ter três dias seguidos de tempo limpo e sem chuva nesta sexta-feira (9), sábado (10) e domingo (11) de outubro, mas o cenário vem acompanhado de alerta oficial para queda severa de umidade. A chance de precipitação é de 0% nos três dias, com volume previsto de chuva igual a zero, enquanto o Inmet mantém aviso amarelo de perigo para a região por causa do ar seco.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo para Juazeiro e outras cidades do Vale São-Franciscano baiano, região onde fica Paulo Afonso. O aviso é válido até as 23h59 desta sexta-feira (9) e aponta risco de incêndios florestais e danos à saúde, já que a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% — bem inferior aos 60% considerados ideais pela Organização Mundial da Saúde.

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Nesta sexta, a temperatura em Paulo Afonso varia entre 21°C e 35°C, com umidade prevista de 33% e ventos de 25,34 km/h. Às 11h11, a cidade já registrava 32°C, tempo limpo e nenhuma nebulosidade.

No sábado, a mínima cai para 19°C, mas a máxima segue em 35°C. A umidade sobe levemente para 37% e os ventos ficam em 23,44 km/h, ainda sem sinal de chuva.

No domingo, a previsão indica a temperatura mais alta do período: máxima de 36°C, com mínima de 21°C. A umidade do ar despenca para 29% — abaixo do limite considerado seguro — e os ventos chegam a 26,39 km/h, mantendo o cenário de tempo seco.

Nos três dias, o sol deve nascer por volta das 05h12 e se pôr às 17h27 na região.

O quadro não é exclusivo de Paulo Afonso. O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) já havia alertado, um dia antes, que a Bahia enfrentaria forte calor e baixa umidade por cerca de dez dias, com temperaturas podendo superar os 41°C no centro-oeste do estado e chegar a 42°C em pontos do Vale do São Francisco. Segundo o órgão, a umidade no interior pode cair para menos de 15%.

Especialistas apontam que a combinação de calor, ventos e solo seco aumenta o risco de queimadas e pode afetar o sistema respiratório da população, com agravamento de crises de asma e bronquite em quadros de umidade muito baixa.

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