Famílias beneficiárias do Programa Gás do Povo em Sergipe estão sendo alvo de golpistas que se passam por servidores do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou do Cadastro Único. O alerta foi emitido nesta quinta-feira (23) pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), após relatos registrados em municípios sergipanos.
Segundo a Seasic, os suspeitos visitam as residências dos beneficiários, solicitam documentos pessoais, realizam um suposto reconhecimento facial e entregam um cartão que não pertence a nenhum programa social oficial. A abordagem é convincente o suficiente para enganar quem não conhece as regras reais do programa.
A secretaria foi direta: nem a Seasic nem o Governo Federal realizam visitas domiciliares para reconhecimento facial, recolhimento de documentos ou entrega de cartões ligados ao Gás do Povo. Qualquer pessoa que apareça na porta com essa finalidade deve ser tratada com desconfiança.
O esquema não é exclusivo de Sergipe. Em Natal (RN), a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) já havia emitido alerta semelhante: pessoas se apresentavam como servidoras dos Centros de Referência de Assistência Social e do Cadastro Único, realizando visitas domiciliares com a promessa de liberar o chamado "gás do povo". A situação também foi registrada em Aracaju, onde pessoas estariam se passando por equipes da Semfas e solicitando informações pessoais sob o pretexto de cadastro ou atualização de dados do programa.
Importante entender como o programa funciona de verdade: a distribuição dos vales recarga do Programa Gás do Povo ocorre sempre no dia 10 de cada mês, e o beneficiário acessa o vale diretamente nas revendas credenciadas, sem intermediários. O cadastro é feito exclusivamente no CRAS de forma presencial — não existe visita domiciliar para esse fim. Aplicativos nas lojas que prometem cadastro ou consulta exclusiva do Gás do Povo também são falsos, pois o governo não possui aplicativo próprio para este programa.
A Seasic orienta que a população não forneça documentos, dados pessoais, fotografias ou qualquer informação sensível a desconhecidos que apareçam em nome do programa. Nenhum servidor do programa envia mensagens com links para sites ou solicita dados sigilosos como senhas, informações bancárias ou números de cartão.
Quem tiver sido abordado por pessoas suspeitas deve registrar boletim de ocorrência na delegacia mais próxima, informando data, horário, local e características físicas dos envolvidos. Essas informações são essenciais para as investigações policiais.
Em caso de dúvida sobre o programa, os beneficiários devem procurar pessoalmente o Cras ou o setor responsável pelo Cadastro Único em seu município. Dúvidas também podem ser esclarecidas pelo telefone 121, canal oficial do Governo Federal para programas sociais.







