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Conta de luz encerra sequência de quedas e eleva inflação em Salvador

Energia elétrica e passagens aéreas pressionam o custo de vida na capital baiana em setembro

Redação ChicoSabeTudo
09 de outubro, 2026 · 18:51 2 min de leitura

A Região Metropolitana de Salvador registrou inflação de 0,74% em setembro de 2026, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado encerrou dois meses seguidos de queda nos preços: julho teve recuo de 0,32% e agosto, de 0,59%.

Esse foi o maior índice para um mês de setembro na região em cinco anos. O último valor mais alto havia sido registrado em 2021, quando a inflação do mês chegou a 1,11%.

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O grupo Habitação foi o principal responsável pela alta, com avanço de 2,50%. O item que mais pesou dentro desse grupo foi a energia elétrica residencial, que subiu 9,06%. O aumento aconteceu porque terminou a incorporação do Bônus de Itaipu nas contas de luz, benefício que havia sido aplicado nas faturas emitidas em agosto.

O grupo Transportes teve a segunda maior pressão sobre o índice, com alta de 0,88%. A passagem aérea subiu 18,29% e foi o item que mais contribuiu para esse resultado. Já a gasolina teve queda de 0,37%, o que ajudou a conter uma alta ainda maior no grupo.

Alimentos e bebidas também subiram, com variação de 0,48%, depois de três meses consecutivos de queda. Dentro desse grupo, os alimentos para consumo em casa tiveram alta de 0,47%. O destaque negativo ficou com tubérculos, raízes e legumes, que subiram 12,14%. O tomate teve alta de 44,98% e a batata-inglesa, de 17,98%.

Apesar do resultado elevado, a inflação de Salvador ficou abaixo da média nacional, que foi de 0,82% em setembro. Entre os 16 locais pesquisados separadamente pelo IBGE, a capital baiana teve a nona maior variação do país.

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No acumulado de 2026, o IPCA da Região Metropolitana de Salvador chegou a 3,55%, também abaixo do índice nacional, que está em 3,95%. Já nos últimos 12 meses encerrados em setembro, a inflação acumulada na região foi de 4,23%, acelerando em relação aos 3,64% registrados até agosto. O resultado também ficou abaixo da média nacional de 12 meses, que foi de 4,58%.

A alta nos preços de alimentos também apareceu na pesquisa da cesta básica de Salvador, feita pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Segundo o levantamento, divulgado nesta semana, o conjunto de produtos básicos custou R$ 608,50 em setembro, uma alta de 3,64% em relação a agosto — aumento de R$ 21,38. A pesquisa foi feita com 3.353 cotações em 88 estabelecimentos da capital baiana. Dos 25 itens pesquisados, 17 tiveram aumento, com destaque para o tomate, que subiu 43,75%, e a batata inglesa, com alta de 34,16%. O flocão de milho e a cebola também ficaram mais caros, com altas de 34,48% e 17,20%, respectivamente.

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