O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) está com inscrições abertas para o projeto Ser Dindo(a) é Massa, que permite o apadrinhamento de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento no estado. A inscrição é feita por meio de formulário online.
A iniciativa atende jovens com remotas chances de reinserção familiar ou adoção. O objetivo é criar laços afetivos entre padrinhos e apadrinhados, oferecendo apoio educacional, social e material aos participantes.
Segundo o TJBA, o apadrinhamento busca oferecer suporte material e condições para um desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes. O órgão reforça que a iniciativa não substitui o acolhimento institucional definitivo.
Para participar como padrinho ou madrinha, é preciso ter pelo menos 24 anos, segundo informação oficial do TJBA. Já o g1 Bahia noticiou a exigência como "mais de 24 anos". Os candidatos também precisam comprovar boa conduta e antecedentes compatíveis com a atividade, além de não estarem habilitados para adoção.
Com exceção de uma das modalidades, os interessados devem residir na mesma comarca onde pretendem atuar.
O projeto tem três modalidades. No "Dindo Afetivo", o padrinho ou madrinha convive com a criança em momentos de lazer, como fins de semana, feriados e férias escolares.
No Dindo Prestador de Serviço, profissionais e empresas oferecem serviços conforme suas especialidades, a partir de um plano de trabalho definido previamente.
Já o "Dindo Provedor" consiste em apoio material ou financeiro. Essa modalidade inclui doações de roupas, brinquedos e materiais escolares, além do custeio de cursos profissionalizantes, reforço escolar, atividades esportivas e aulas de idiomas.
Em matéria publicada pelo TJBA, padrinhos e madrinhas relataram suas experiências com o projeto. Entre eles estão Wesley Vinícius Rodrigues e Vanusa Pinto Coelho. Segundo o tribunal, Wesley contou que o apadrinhamento se transformou em uma relação de convivência e afeto construída ao longo do tempo.
A juíza Louise de Melo, titular da Vara da Infância e da Juventude e de Execução de Medidas Socioeducativas de Camaçari, afirmou que o projeto busca garantir que cada criança e adolescente tenha seus direitos e sua individualidade reconhecidos, além da necessidade de construir vínculos seguros com a sociedade.







