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Saúde

Brasil libera testes de imunizante contra tipo comum de malária

Imunizante da UFMG vai passar por três fases de estudos, com investimento de R$ 12 milhões

Redação ChicoSabeTudo
11 de outubro, 2026 · 11:03 1 min de leitura
Imagem gerada por IA.
Imagem gerada por IA.

A Anvisa autorizou o início de testes em humanos de uma vacina brasileira contra a malária. O imunizante, batizado de Vivaxin, foi desenvolvido por pesquisadores da UFMG e é voltado ao combate do Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença registrados no Brasil.

A vacina foi criada pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas), ligado à universidade mineira. Agora, ela entra na fase de estudos clínicos, que serão feitos em três etapas.

O Ministério da Saúde prevê destinar R$ 12 milhões para custear as três fases dos testes. Na primeira delas, vão participar 48 pessoas, com idades entre 18 e 59 anos, que não tenham histórico de malária.

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Os voluntários serão acompanhados por 360 dias. Nesse período, os pesquisadores vão avaliar a segurança do imunizante, possíveis reações adversas e a resposta do sistema imunológico de cada participante.

A doença ainda representa um desafio de saúde pública no país. Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos de malária. As duas vacinas já recomendadas contra a doença no mundo têm como alvo o Plasmodium falciparum, parasita predominante na África — o que deixa uma lacuna de proteção contra o Plasmodium vivax, mais comum por aqui.

A transmissão da malária ocorre pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Anopheles. No Brasil, a região amazônica concentra a maior parte dos casos da doença.

Com a Vivaxin, pesquisadores brasileiros buscam preencher essa lacuna e oferecer uma alternativa voltada especificamente para a realidade do país, onde o Plasmodium vivax é o principal causador da doença.

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