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Política

MP-BA apura denúncias sobre escolas municipais de Ilhéus-BA

Procedimento foi aberto em setembro após relatos sobre merenda e água; PF já investigou contrato de alimentação escolar

Redação ChicoSabeTudo
10 de outubro, 2026 · 00:26 2 min de leitura

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu investigação para apurar denúncias sobre o fornecimento de merenda escolar e água potável em escolas municipais de Ilhéus, no sul do estado. O procedimento foi formalizado em 30 de setembro e a informação foi publicada no Diário Oficial do MP-BA em 8 de outubro.

A apuração ocorre durante a gestão do prefeito Valderico Júnior, do União Brasil. O caso é acompanhado pela 6ª Promotoria de Justiça, sob responsabilidade da promotora Darluse Ribeiro Sousa Magalhães.

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Segundo o MP-BA, o objetivo é verificar as condições oferecidas aos estudantes e esclarecer se houve falhas no fornecimento de itens essenciais ao funcionamento das escolas.

A TARDE informou que entrou em contato com o Ministério Público para saber quantas escolas são alvo das denúncias e também procurou a Prefeitura de Ilhéus para obter esclarecimentos. Até a publicação da reportagem, a resposta era aguardada.

Os relatos foram apresentados anteriormente. Em março, os vereadores Professora Enilda Mendonça e Maurício Galvão formalizaram queixa conjunta ao MP-BA, ao Tribunal de Contas e à Vara da Infância e Juventude após constatarem falta de alimentos em escolas da rede municipal. Segundo os vereadores, a medida veio depois de sucessivas tentativas de obter informações e soluções junto à Prefeitura, que não teria respondido aos questionamentos.

Enilda Mendonça e Maurício Galvão afirmaram que a ausência de merenda compromete a nutrição dos estudantes, o rendimento escolar e a permanência deles em sala de aula.

Ainda em março, outro vereador, Vinícius Alcântara, apontou indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de gêneros alimentícios firmados pela Prefeitura de Ilhéus, com suspeita de superfaturamento entre 366% e 400%. Os contratos citados somam cerca de R$ 15,5 milhões.

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Em 21 de maio, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram uma operação para investigar suposto desvio de R$ 1,7 milhão em um contrato emergencial de merenda escolar em Ilhéus. De acordo com a Polícia Federal, a investigação havia começado em 2025. A corporação apontou suspeitas de direcionamento na contratação, conluio entre empresas participantes e compra de itens da merenda por valores acima dos praticados no varejo.

Procurada à época da operação da PF, a gestão do prefeito Valderico Júnior negou as irregularidades e afirmou estar colaborando com as investigações.

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