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Política

Governo quer acabar com obrigação de autoescola para CNH em 2025

Governo pretende acabar em 2025 com a obrigatoriedade de matrícula em autoescolas para tirar a CNH; exames permanecem, mas surgem alternativas e queda de custos.

Redação ChicoSabeTudo
01 de novembro, 2025 · 11:22 3 min de leitura
Imagem gerada por IA
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O governo federal anunciou que pretende acabar, ainda em 2025, com a obrigatoriedade de matrícula em autoescolas para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A informação foi dada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e a proposta esteve em consulta pública até 2 de novembro. A intenção é que a mudança seja feita por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), sem necessidade de votação no Congresso.

O que muda

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A proposta mantém os exames teórico e prático e as avaliações médica e psicológica, mas retira as cargas horárias mínimas hoje exigidas — 45 horas teóricas e 20 horas práticas — abrindo outras formas de preparação. Em outras palavras: não será mais obrigatório fazer todo o curso em uma autoescola.

Como será a formação

Haverá alternativas para quem for se preparar para a prova. Entre as opções previstas estão:

  • cursos tradicionais oferecidos por autoescolas;
  • ensino a distância por instituições credenciadas;
  • material digital disponibilizado pelo Ministério dos Transportes/Senatran;
  • acompanhamento por instrutores autônomos credenciados.

As autoescolas continuam no mercado, mas perdem a exclusividade na formação de condutores.

Exames e exigências

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Os Detrans manterão a coleta biométrica (foto, digitais e assinatura) e as avaliações médica e psicológica em clínicas credenciadas. O exame teórico poderá ser aplicado presencialmente ou online, conforme a capacidade de cada estado, e passa a exigir um acerto mínimo de 70%. No exame prático, permanece o sistema de pontuação atual: o candidato inicia com 100 pontos e precisa terminar com pelo menos 90. Quem for aprovado recebe a Permissão para Dirigir (PPD) por um ano antes da emissão da CNH definitiva.

Custos e objetivo

O governo e a imprensa estimaram que a mudança poderia reduzir em até 80% o custo total da habilitação. Hoje, muitos estados cobram entre R$ 2 mil e R$ 5 mil; com a flexibilização, a habilitação poderia ficar em torno de R$ 700, dependendo de taxas e serviços opcionais. O governo também avaliou oferecer cursos preparatórios gratuitos online e em escolas públicas, além de padronizar o conteúdo das provas — com foco em legislação, direção defensiva e meio ambiente.

O objetivo declarado é diminuir o número de pessoas que dirigem sem habilitação. Segundo o governo, cerca de 20 milhões de brasileiros estariam nessa situação, e entre proprietários de motocicletas mais de 50% não possuíam CNH.

Próximos passos

Depois da consulta pública, o texto seguiu para deliberação do Contran, que deverá publicar a resolução ainda em 2025. No início de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o Ministério dos Transportes a avançar com o processo e a abrir a consulta pública na plataforma Participa +Brasil por 30 dias. Caberá ao Contran detalhar as regras finais, como o credenciamento de instrutores, a oferta de cursos pela Senatran, os parâmetros das provas, os procedimentos biométricos e o fluxo de atendimento nos Detrans estaduais.

Em resumo: a estrutura de exames e avaliações permanece, novas formas de preparação serão permitidas, e o Contran terá a palavra final sobre como tudo será implementado. A expectativa é que as mudanças tornem o acesso à habilitação mais flexível e menos oneroso, mas os detalhes dependem da resolução que virá a seguir.

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