A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A petição, apresentada neste domingo (25), atribui ao gestor a suposta dificuldade no deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo a federação, o transporte coletivo operava, às 10h30, com redução superior a 50% em relação ao serviço habitual. A entidade afirmou ter anexado fotos e vídeos que, segundo ela, mostrariam ônibus nas garagens e pessoas sem acesso ao transporte público. As alegações ainda não têm confirmação independente no material consultado.
O pedido inclui a liberação da frota que estaria recolhida, a manutenção da gratuidade e uma frequência semelhante à dos dias úteis. A federação também solicitou atuação da Polícia Federal nas garagens e multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento das medidas requeridas. Até a apresentação da petição, não havia decisão judicial sobre os pedidos anteriores, segundo a própria entidade.
A gratuidade e a frequência equivalente à dos dias úteis no transporte coletivo no dia da votação são previstas pelas regras eleitorais, informou o TRE-BA. O tribunal também orientou que dificuldades de acesso por falta de transporte podem ser comunicadas ao Ministério Público Eleitoral e à Defensoria Pública da Bahia.
Em nota reproduzida pelo Metro1, a Secretaria Municipal de Mobilidade afirmou que a operação estava sendo normalizada após uma interrupção pontual na garagem G5, no Caminho de Areia, relacionada à retenção de ônibus durante uma ocorrência envolvendo adesivação de veículos. Segundo a pasta, Pablo Souza determinou que nenhum coletivo permanecesse retido, para priorizar o deslocamento dos eleitores.







