A disputa pela Presidência segue em empate técnico, segundo pesquisa divulgada pelo BTG Pactual em parceria com a Nexus nesta terça-feira (13). O instituto ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre os dias 10 e 12 de outubro, em todo o país.
Nos votos válidos — métrica que exclui brancos, nulos e indecisos e serve de base para o TSE apurar o resultado final — Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52%, e Lula (PT) soma 48%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que explica o empate técnico mesmo com a diferença de quatro pontos entre os dois nomes.
Já na contagem de votos totais, que inclui todos os tipos de resposta, Flávio marca 48% e Lula fica com 45%. Brancos e nulos somam 5% das respostas, e 2% dos entrevistados disseram não saber ou não quiseram opinar.
O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. De acordo com os dados, 51% dos eleitores afirmam que não votam em Lula de forma alguma, enquanto 47% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Um grupo de 18% dos entrevistados declarou votar por rejeição aos dois nomes — ou seja, não escolhem nenhum dos dois por convicção, mas para barrar o adversário.
Entre quem vota em Lula, 81% dizem considerá-lo o melhor candidato, enquanto 15% admitem que o voto serve apenas para impedir a vitória de Flávio, o que equivale a 7% do total de entrevistados. No campo de Flávio, 71% dos seus eleitores o veem como a melhor opção, e 23% votam nele só para barrar Lula — 11% do total geral.
A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-07997/2026. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia obtido 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Faltando poucos dias para a votação, as duas campanhas intensificam a mobilização. Lula tem investido em atos de rua e ação nas redes sociais, com manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Flávio, por sua vez, reuniu apoios de outros partidos e recorreu à Justiça Eleitoral para tentar derrubar conteúdos publicados pela campanha petista.
Um dos apoios declarados ao candidato do PL partiu do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). "Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula", afirmou. O escritor Augusto Cury (Avante) também declarou voto em Flávio, mas fez uma ressalva: "decidi dar um voto de confiança a Flávio Bolsonaro... não é um cheque em branco".







