A Prefeitura de Alagoinhas afastou dois profissionais envolvidos no caso de uma criança de seis anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que foi enviada para casa dentro de uma sacola plástica, com a fralda suja de fezes. O episódio aconteceu em 24 de setembro, na Escola Municipal de Educação Integral do Campo.
O afastamento foi confirmado pela gestão municipal na quarta-feira (7). A pauta inicial do caso classificou os dois afastados como estagiários. Outras reportagens sobre o caso descrevem os profissionais como integrantes da equipe de apoio da escola.
O caso ganhou repercussão no início de outubro, depois que a mãe do menino, Camila de Jesus Almeida, denunciou a situação. Segundo ela, a escola alegou que não havia fralda nem roupa disponíveis para trocar a criança. Camila afirmou que os itens estavam na mochila do filho, e a avó, ao receber o menino em casa, encontrou uma fralda e uma muda de roupa limpa entre os pertences dele.
Conforme o relato da família, a direção da escola teria justificado o uso da sacola como forma de evitar que a criança sujasse o carro da Secretaria Municipal de Educação. A mãe afirmou que o filho é não verbal e disse que ele foi submetido a "uma situação humilhante".
O prefeito Gustavo Carmo confirmou que a unidade está sob intervenção da Secretaria Municipal de Educação, com o envio de uma equipe ligada à área pedagógica para acompanhar o funcionamento da escola, que tem cerca de 450 alunos matriculados. A Prefeitura também abriu uma sindicância administrativa para apurar eventuais responsabilidades funcionais.
A Polícia Civil informou que investiga a denúncia de constrangimento e realiza diligências e oitivas para esclarecer as circunstâncias do caso. As apurações administrativa, policial e do Ministério Público seguem em paralelo.
A diretora da escola está afastada das atividades após, segundo reportagem, ficar abalada psicologicamente. A vice-diretora também teria adoecido e deixado a unidade sem a equipe de direção original.
A Prefeitura declarou que a segurança e o bem-estar dos estudantes da rede municipal são prioridades e que a apuração continua para esclarecer a participação de outros profissionais envolvidos no caso.
As acusações apresentadas pela família ainda são investigadas e não representam, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.







