Um professor da rede municipal de Ilhéus, no sul da Bahia, é investigado depois que a família de uma criança de 8 anos denunciou uma agressão. Segundo relato da mãe à Polícia Civil, o menino teria sido perseguido e atingido com um cipó de goiabeira em diferentes partes do corpo.
De acordo com a denúncia, a criança brincava na rua, perto de casa, na sexta-feira, dia 25, quando foi abordada pelo professor, que é vizinho da família. Segundo a mãe, o homem teria dito que o menino o ofendeu, usando os termos “bunda mole” e “corno”.
Ainda segundo o relato, a mãe chamou o filho para dentro de casa e o repreendeu verbalmente. Depois que o menino voltou para a rua, o professor teria retirado um cipó de uma goiabeira, corrido atrás da criança e a agredido. A família afirma que o menino ficou com marcas no queixo, no peito e nas costas.
A denúncia foi registrada no domingo, dia 27. A criança passou por exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT). A 1ª Delegacia Territorial de Ilhéus apura o caso como lesão corporal. Segundo a Polícia Civil, guias para exames já foram expedidas e testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer o ocorrido.
O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público, que acompanham a situação envolvendo a criança.
A Secretaria Municipal de Educação de Ilhéus informou que tomou conhecimento do caso no sábado, dia 26, um dia depois do episódio relatado. Segundo a pasta, a ocorrência aconteceu fora das dependências escolares e não teve relação com atividades da escola. Conforme reportagem do Diga Bahia, a Secretaria apontou o bairro Banco Central como local do episódio.
Depois de tomar conhecimento da denúncia, a Secretaria afirmou que entrou em contato com a família, acompanhou os responsáveis no registro da ocorrência e acionou o Conselho Tutelar. O caso também foi enviado à Corregedoria, para apuração de possíveis medidas administrativas.
Em nota, a Secretaria declarou que não compactua com qualquer forma de violência e que a situação deverá ser investigada pelos órgãos competentes, com preservação da identidade e dos direitos da criança.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre prisão, indiciamento ou afastamento do professor investigado. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.







