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Presa no aeroporto: ex-funcionária é detida antes de fugir para o Rio após desviar quase R$ 200 mil

Mulher de 29 anos trabalhava no setor financeiro de empresa em Goiânia e usou acesso a contas e cartões corporativos para movimentações não autorizadas por cerca de 10 meses.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de junho, 2026 · 04:12 2 min de leitura

Uma ex-funcionária de uma empresa localizada no Setor Marista, em Goiânia (GO), foi presa enquanto já havia feito o check-in para embarcar em um voo com destino ao Rio de Janeiro. Ela é suspeita de desviar quantias que chegam à casa dos R$ 200 mil da companhia onde trabalhava.

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Segundo informações divulgadas pelo G1 e apuradas pelo portal Mais Goiás junto à Polícia Civil, a suspeita atuou por cerca de um ano no setor financeiro da empresa e é considerada responsável por movimentações não autorizadas realizadas ao longo de aproximadamente 10 meses.

Ela trabalhava no departamento financeiro da empresa e possuía acesso às contas bancárias e cartões corporativos utilizados pela administração. Esse acesso privilegiado teria sido o principal instrumento para a realização dos desvios, de acordo com as investigações.

A investigação apontou que a mulher realizou transferências via PIX para contas de familiares. Dezenas de transferências consideradas irregulares foram realizadas entre setembro de 2025 e abril de 2026, e esse conjunto de movimentações é o elemento central do inquérito policial.

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A Justiça decretou a prisão preventiva da jovem, cumprida na quarta-feira (3/6), ao considerar, entre outros fatores, o risco de fuga e a eventual continuidade das irregularidades. Segundo a apuração, ela já havia concluído o check-in quando foi localizada pelos policiais no aeroporto.

Em nota, a empresa informou que identificou movimentações financeiras não autorizadas realizadas por uma ex-colaboradora e afirmou ter adotado imediatamente medidas administrativas e judiciais após a descoberta das irregularidades.

A empresa declarou que identificou desvios praticados por meio de transferências, pagamentos e outras movimentações não autorizadas, destinadas ao custeio de despesas e benefícios de caráter pessoal, e que após a constatação dos fatos foram adotadas todas as medidas cabíveis, incluindo o registro de boletim de ocorrência e a apresentação das evidências às autoridades competentes.

O caso reforça um padrão que tem se repetido em Goiás. Em outro episódio recente investigado pela Polícia Civil goiana, uma ex-funcionária adulterava boletos originais e redirecionava pagamentos para uma empresa fictícia com nome similar ao da fornecedora legítima, resultando em 28 pagamentos indevidos e prejuízo superior a R$ 600 mil.

A suspeita presa no aeroporto responde por estelionato e permanece detida preventivamente. As investigações seguem em andamento para apurar a totalidade dos valores desviados e identificar possíveis cúmplices.

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