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PI 6308
Polícia

Operação Iceberg prende último alvo em Mussurunga, Salvador

Homem de 39 anos é apontado como fornecedor de drogas do líder da facção; total chega a 12 presos

Redação ChicoSabeTudo
26 de setembro, 2026 · 07:51 2 min de leitura

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na sexta-feira (25), o último alvo da Operação Iceberg. A captura aconteceu no bairro de Mussurunga, em Salvador, durante o cumprimento de mandado de prisão preventiva.

Segundo o Portal Salvador FM, o preso é um homem de 39 anos apontado como fornecedor de drogas para a organização criminosa investigada pela operação. Com essa prisão, o total de alvos capturados chegou a 12, conforme informou a reportagem.

De acordo com as investigações, o suspeito fornecia entorpecentes diretamente ao líder do grupo. As drogas eram enviadas de São Paulo para a Bahia por meio de remessas postais. Para driblar a fiscalização, os pacotes eram identificados com códigos e nomes de doces, como "500 Bala Gringa" e "jujubas".

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A identificação do investigado foi possível após cruzamento de dados e informações obtidas com quebras de sigilo bancário e fiscal.

No momento da prisão, o suspeito estava em um Chevrolet Tracker branco, veículo que também era alvo de medidas judiciais relacionadas a bens. O carro foi apreendido. Dentro dele, os policiais encontraram aparelhos celulares e pequenas porções de drogas, que serão encaminhados para perícia.

A Operação Iceberg apura uma rede de tráfico de drogas voltada a consumidores de alto poder aquisitivo. Na fase anterior, deflagrada em 24 de setembro, a ação resultou em 11 prisões, entre mandados de prisão preventiva e flagrantes, cumpridos em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, além de um mandado cumprido contra um alvo que já estava preso em Aracaju, em Sergipe.

O principal alvo da operação foi localizado no bairro do Alto do Itaigara, em Salvador. As investigações apontaram movimentação financeira superior a R$ 9,6 milhões em cinco anos, somando mais de 16,6 mil transações bancárias. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.

De acordo com as apurações, o grupo utilizava redes sociais para anunciar as drogas, recebia pagamentos principalmente por Pix e fazia entregas de forma discreta.

A operação foi coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com participação do DIP/LAB-LD, Denarc, Depin, Core e do Departamento de Polícia Técnica.

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