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Menina de 9 anos chama a PM e acha a faca escondida pelo padrasto após atacar a própria mãe em Arapiraca

A garota foi quem acionou as viaturas, guiou os policiais até a arma ocultada pelo agressor e ainda viu tudo acontecer diante dos olhos — junto a outras duas crianças da casa.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de junho, 2026 · 07:06 2 min de leitura

Uma menina de apenas 9 anos foi peça central na prisão do próprio padrasto após ele esfaquear a mãe dela na noite de segunda-feira (8), no bairro Ouro Preto, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A garota foi quem ligou para a Polícia Militar, recebeu as viaturas no local e, depois, vasculhou o imóvel até encontrar a faca que o agressor havia escondido para eliminar as provas do crime.

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Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar e apuradas pelo portal Cada Minuto, o homem esfaqueou a companheira nas proximidades da HP Auto Peças, limpou o sangue da lâmina e ocultou o objeto antes de os policiais chegarem. A filha mais velha da vítima, no entanto, encontrou a arma e a entregou diretamente aos militares.

Quando as viaturas chegaram, os policiais encontraram a mulher caída no chão em meio a uma grande quantidade de sangue. O agressor permanecia sobre o corpo dela e se recusou a se afastar. Durante a abordagem, ele resistiu ativamente à prisão, chutou os militares e tentou fugir, sendo necessário o uso de algemas para contê-lo.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros no local e encaminhou a vítima em estado grave para a Unidade de Emergência do Agreste, onde ela permanece internada sob cuidados médicos. O crime é tratado pelas autoridades como tentativa de feminicídio.

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A cena foi presenciada pela menina de 9 anos e por outras duas crianças que também moram na residência. Com as três desamparadas, o Conselho Tutelar de Arapiraca foi acionado de imediato. Por orientação da conselheira de plantão, os menores foram entregues provisoriamente a um vizinho da família, enquanto os órgãos de proteção social definem o abrigamento ou a entrega a parentes.

O acusado foi conduzido à Central de Polícia Civil de Arapiraca, onde permanece preso à disposição da Justiça.

O caso ocorre em um cenário preocupante para Alagoas. O estado registrou oito casos de feminicídio entre janeiro e março de 2026, com ocorrências em Maceió, Arapiraca, Igreja Nova, São Brás e São Miguel dos Campos — um aumento em relação aos seis casos registrados no mesmo período de 2025. No cenário nacional, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, com média de quatro mulheres mortas por dia — o que representa o trimestre mais letal da história do país desde o início dos registros pelo Sinesp, em 2015.

Em 2025, uma lei federal aumentou a pena para o crime de feminicídio, que passou a variar entre 20 e 40 anos de prisão, podendo ser ampliada em situações específicas, como quando a vítima está grávida ou quando o crime ocorre na presença de familiares. No caso de Arapiraca, o agressor praticou o ato diante de três crianças — o que pode agravar ainda mais a pena.

Quem presenciou violência doméstica ou conhece alguma vítima pode denunciar pelo Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas, da Central de Atendimento à Mulher.

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