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PI 6308
Polícia

Justiça afasta duas servidoras de abrigo de idosos em Porto Seguro

Medida judicial alcança funcionárias da Vila do Bem Viver e muda responsável por recursos de acolhidos

Redação ChicoSabeTudo
24 de setembro, 2026 · 12:36 2 min de leitura

Duas servidoras públicas foram afastadas da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Vila do Bem Viver, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. A ordem judicial foi emitida em 18 de setembro, após pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Huliana Paixão e Marisa de Jesus Gomes não podem trabalhar na unidade nem ficar a menos de 100 metros do abrigo ou dos idosos atendidos. Se a determinação for descumprida, poderá ser aplicada multa de R$ 2 mil por dia.

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O procedimento apura suspeitas de irregularidades no controle de pagamentos previdenciários e assistenciais destinados aos moradores da instituição. A promotora de Justiça Lair Faria de Azevedo apresentou os pedidos cautelares depois de relatos sobre pressão, ameaças e agressão ligados a um familiar de um residente. Também há apuração de denúncias de assédio moral e violência psicológica contra um idoso.

Durante uma vistoria, a 5ª Promotoria de Justiça de Porto Seguro apontou que 14 acolhidos não teriam recebido 30% dos benefícios entre abril e julho de 2026. Conforme o MP-BA, a quantia estimada é de R$ 28.300,20. A fiscalização ainda indicou que cartões bancários dos idosos teriam sido retidos sem autorização.

A decisão também determinou a indisponibilidade de até R$ 30 mil em bens financeiros do ex-secretário municipal de Assistência Social Washington Júnior Gomes Borges. Huliana deixou de exercer a administração provisória dos benefícios dos residentes.

Josemar Marinho Siquara, atual secretário municipal de Assistência Social, foi escolhido para cuidar temporariamente dos recursos de idosos sem representante legal. A atribuição inclui resolver assuntos com o INSS e bancos. Ele deverá apresentar informações à Justiça a cada 60 dias. Cartões antigos que estejam com terceiros também deverão ser cancelados.

A investigação permanece em andamento na Justiça e no Ministério Público da Bahia. As medidas são cautelares, e o caso ainda não resultou em condenação.

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