Um homem foi preso na quarta-feira (23) em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, suspeito de tentar recrutar um funcionário de uma instituição financeira em Sergipe para participar da invasão ao sistema da empresa. A prisão foi feita pela Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), com apoio da Divisão de Inteligência de Planejamento Policial (Dipol) e da Polícia Civil da Bahia.
Segundo a investigação, chamada de Operação Zero Rastro, o caso começou em abril de 2026, quando o suspeito entrou em contato com o servidor da instituição financeira pelo WhatsApp. Ele se apresentou como especialista em tecnologia e cibersegurança e propôs uma invasão coordenada ao sistema da empresa, oferecendo vantagem financeira em troca da colaboração do funcionário.
De acordo com as apurações, o investigado chegou a indicar que a operação envolveria valor superior a R$ 50 milhões e perguntou ao funcionário se o pagamento seria feito em espécie ou em criptomoedas. Parte das mensagens trocadas foi enviada no modo de visualização única, recurso que dificulta o registro das conversas.
Ainda conforme a investigação, o suspeito pediu informações sobre a estrutura tecnológica da instituição financeira e apresentou formas de viabilizar o acesso indevido aos sistemas. Ele teria afirmado que o ataque seria realizado sem deixar vestígios, usando a expressão "zero rastro" — que deu nome à operação policial. O investigado também teria dito ser responsável por invasões anteriores contra outras grandes instituições.
O funcionário abordado comunicou o caso ao setor de segurança da instituição financeira e à Polícia Civil de Sergipe, que iniciou diligências e conseguiu identificar e localizar o suspeito. A Justiça de Sergipe expediu mandados de prisão e de busca e apreensão, cumpridos em Lauro de Freitas com apoio da 23ª Delegacia Territorial do município, unidade coordenada pelo delegado Joelson Reis.
O diretor do Depatri, André Baronto, comentou o resultado da operação. "Esta operação demonstra a força e a eficiência do trabalho da Polícia Civil de Sergipe no ambiente cibernético. Atuamos de forma contínua, unindo orientações preventivas à população e uma repressão firme, técnica e qualificada contra os criminosos", afirmou.
As investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos e para apurar eventual participação de outras pessoas no caso.







