O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, nesta terça-feira (7), a segunda fase da Operação Parasita, que apura um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados à área da saúde em Eunápolis, no extremo sul do estado. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), e um mandado de busca e apreensão foi cumprido no município.
O mandado foi expedido pelo Poder Judiciário com o objetivo de coletar novos elementos de prova relacionados aos fatos investigados e aprofundar a análise da possível participação de outros envolvidos no esquema.
A nova etapa ocorre após os desdobramentos da primeira fase da operação, quando foram realizadas buscas e um dos principais suspeitos foi preso temporariamente. A Justiça também autorizou a prorrogação da prisão temporária do investigado detido anteriormente.
A Operação Parasita teve início em 2 de julho. Na ocasião, um homem foi preso e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Durante o cumprimento das ordens judiciais, o investigado acabou sendo preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, após a Polícia Militar localizar uma arma em sua posse. A ação contou com apoio do 28º Batalhão da PM.
Segundo o MP-BA, a investigação apura a atuação de uma suposta associação criminosa suspeita de fraudar contratos, emitir notas fiscais com valores superfaturados, desviar verbas públicas e ocultar a origem dos recursos obtidos de forma ilícita. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos notebooks, celulares, um tablet e documentos que serão analisados no decorrer das investigações.
O nome Operação Parasita, segundo o Ministério Público, faz referência ao suposto modo de atuação do grupo investigado, que teria se beneficiado indevidamente de recursos destinados à saúde pública, desviando verbas que deveriam ser aplicadas no atendimento à população.
A operação é conduzida pelo Gaeco Sul em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Eunápolis. O material apreendido será submetido à análise pelas equipes do Gaeco, com o objetivo de esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar a eventual participação de outros envolvidos e subsidiar novas medidas investigativas.
O procedimento tramita sob sigilo judicial, e novas diligências poderão ser realizadas conforme o resultado da análise dos equipamentos eletrônicos e documentos apreendidos.







