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Polícia

Feminicídio em Salvador: pena de 60 anos para ex-companheiro

Catarine Melhor de Souza Cerqueira foi morta em 2025, no dia marcado para audiência de divórcio

Redação ChicoSabeTudo
16 de outubro, 2026 · 14:45 2 min de leitura

Paulo Sérgio Santos Cerqueira Melhor foi condenado a 60 anos de prisão pelo feminicídio de Catarine Melhor de Souza Cerqueira, de 27 anos. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de Salvador. A data do julgamento, segundo reportagem do BNews, foi 13 de outubro de 2026.

Catarine foi assassinada em 14 de abril de 2025, no bairro de São João do Cabrito, em Salvador. O crime ocorreu no mesmo dia em que estava marcada uma audiência de divórcio do casal.

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A vítima foi morta a facadas dentro de casa e levada ao Hospital Geral do Estado, onde não resistiu aos ferimentos. O ataque aconteceu diante da mãe, de uma irmã de 11 anos e dos dois filhos de Catarine, que tinham quatro e sete anos. O filho mais novo, também filho do condenado, tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Antes do crime, Catarine havia denunciado ameaças e obtido medidas protetivas que proibiam Paulo Sérgio de se aproximar ou manter contato com ela. Ele rompeu a tornozeleira eletrônica antes do assassinato. Em janeiro de 2025, já havia sido condenado a dois anos e três meses de prisão por descumprir medida protetiva.

Durante o julgamento, Paulo Sérgio admitiu ter atingido a ex-companheira com uma faca, mas alegou excesso de legítima defesa. A reportagem de A Tarde informa que ele disse ter decidido procurá-la depois de receber pelo WhatsApp um vídeo dela em uma festa do tipo paredão.

A pena foi definida em etapas: começou em 37 anos e seis meses, passou a 40 anos após a análise das agravantes e da confissão e chegou a 60 anos como pena definitiva. Os jurados o absolveram da acusação de furtar o carro de Catarine; a condenação corresponde ao feminicídio.

Paulo Sérgio fugiu após o assassinato e foi preso ainda em abril de 2025. A Justiça determinou que ele permaneça preso enquanto eventuais recursos são analisados.

A sentença também prevê encaminhamento da família ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para acompanhamento psicossocial. As Defensorias Públicas da União e da Bahia deverão avaliar se os filhos podem receber pensão especial.

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