A Polícia Civil da Bahia prendeu seis pessoas nesta quinta-feira (13) durante a Operação Nexus, deflagrada contra um grupo suspeito de vender drogas, armas e munições pela internet e entregar o material em domicílio. Cinco prisões ocorreram em Feira de Santana e uma em Serra Preta.
Além das capturas, os policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana e Serra Preta. Em Feira de Santana, as diligências se concentraram nos bairros Tomba e Subaé. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados continua foragido em Salvador.
De acordo com as investigações, os clientes negociavam a compra pelo WhatsApp e outras redes sociais, informando o tipo de droga, arma ou munição desejado. O material era entregue nos locais combinados, geralmente dentro das próprias residências dos compradores.
Um dos suspeitos se apresentava como motorista de aplicativo e aproveitava os deslocamentos de trabalho para distribuir os produtos ilegais, tanto em entregas dentro dos municípios quanto em viagens entre Salvador, Feira de Santana e Serra Preta. O delegado responsável pelo caso afirmou que esse investigado já havia sido autuado em flagrante em abril, quando teve o celular apreendido — o que permitiu à polícia identificar os demais integrantes do esquema, todos de Feira de Santana.
Nas buscas, os policiais apreenderam três pistolas — uma de calibre .40 e duas de calibre 9mm —, cerca de 80 munições, quatro carregadores, uma máquina de cartão, aparelhos celulares, uma quantidade de maconha e cerca de R$ 11 mil em espécie.
Conforme informou a Polícia Civil, a Operação Nexus é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Coordenação de Operações, e mobilizou 56 policiais civis organizados em 14 equipes. Também participaram da ação equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana.
Segundo o delegado que conduz o caso, o esquema chamou atenção pela facilidade com que os pedidos eram feitos e pela liberdade com que o grupo agia. A análise dos celulares apreendidos pode abrir uma segunda fase da operação, com a identificação de outros possíveis envolvidos. A corporação afirmou que os números apresentados ainda podem ser atualizados conforme as diligências avancem.






