A Polícia Federal reteve R$ 27 milhões em dinheiro até a manhã deste sábado (3), em operações realizadas antes do primeiro turno das eleições de 2026. Segundo a corporação, as ações apuram suspeitas de compra de votos. O valor é maior que os R$ 4,6 milhões registrados em dinheiro nas eleições gerais de 2022.
As ocorrências ainda estão em andamento, e a quantia pode crescer nos próximos dias. Até agora, foram instaurados 1.300 inquéritos, e 52 pessoas foram conduzidas à Polícia Federal para prestar esclarecimentos.
Informações apresentadas pelo analista de segurança pública Elijonas Maia apontam Ceará, Rio de Janeiro e Maranhão como os estados com maior incidência de suspeitas de crimes eleitorais. Nesses locais, há investigações abertas e operações em curso.
As maiores retenções de dinheiro estão concentradas em Tocantins, Roraima, Pará, Amazonas e Amapá. Em Aracaju, no Sergipe, R$ 500 mil foram apreendidos depois de um saque considerado suspeito de beneficiar a campanha de um candidato. Uma pessoa foi conduzida à PF no caso.
O total divulgado para 2026 se aproxima dos R$ 29 milhões em espécie apreendidos nas eleições municipais de 2024. A comparação considera somente dinheiro, conforme o recorte divulgado pela PF.
Levantamento publicado pela Folha de S.Paulo em 30 de setembro apresentou outro recorte. A reportagem informou ao menos R$ 30 milhões ligados a suspeitas de crimes eleitorais desde janeiro, sendo R$ 19 milhões em espécie e R$ 11 milhões em bens. Os números não são diretamente comparáveis, porque envolvem categorias e períodos diferentes.
A Folha também informou que, até setembro, havia 1.194 inquéritos. O Rio de Janeiro liderava, com 137 procedimentos, seguido por Maranhão, com 121, e Ceará, com 118. A diferença para os 1.300 inquéritos divulgados em 3 de outubro acompanha a atualização do período.
A apreensão de dinheiro, sozinha, não comprova crime eleitoral. Os investigadores avaliam fatores como a data do saque, listas de eleitores ou locais de distribuição e possíveis vínculos com candidatos ou campanhas.
A reportagem não localizou confirmação de operações ou apreensões por compra de votos em Paulo Afonso e nos municípios da região citada. O quadro permanece nacional, sem desdobramento local confirmado.







