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Polícia e investigação

Dependente químico morre após tortura em clínica de reabilitação: “Cobri no cacete”

Dependente químico de 55 anos morre após tortura e espancamento em clínica de reabilitação na Grande São Paulo. Monitor terapêutico foi preso.

Avatar De Redação Portal Chicosabetudo

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Um dependente químico de 55 anos, Jarmo Celestino de Santana, morreu na segunda-feira (8/7) após sofrer tortura e espancamento em uma clínica de reabilitação em Cotia, na Grande São Paulo. Jarmo havia sido internado na instituição três dias antes, após familiares relatarem que ele estava em surto devido à dependência química.

A última vez que a família viu Jarmo com vida foi quando funcionários da clínica foram buscá-lo em casa na sexta-feira (5). No entanto, o que deveria ser um lugar de tratamento se transformou em um cenário de horror. Matheus de Camargo Pinto, monitor terapêutico de 24 anos, foi preso em flagrante após a polícia ter acesso a um vídeo gravado pelo próprio Matheus. Nas imagens, Jarmo aparece amarrado em uma cadeira, enquanto Matheus e outros funcionários debocham da vítima.

Matheus também gravou um áudio, no qual admite ter espancado Jarmo até a mão doer. “Cobri [a vítima] no cacete, cobri…Chegou aqui na unidade, [veio] pagar de bravo, cobri no pau”, afirmou no áudio compartilhado em redes sociais. A crueldade documentada levou o delegado Adair Marques a declarar que a intenção de Matheus era claramente lesionar Jarmo.

Além de Matheus, o enfermeiro Cleber Fabiano da Silva, de 48 anos, e outros funcionários da Comunidade Terapêutica Efatá estão sendo investigados pelo envolvimento no espancamento. O delegado informou que Jarmo começou a passar mal após as agressões e foi levado ao Pronto Socorro de Vargem Grande Paulista, onde veio a falecer.

Adair Marques enfatizou que, embora seja provável que a morte de Jarmo tenha sido causada pelo espancamento, a confirmação definitiva dependerá da perícia. A violência extrema ocorreu entre a sexta-feira e a segunda-feira subsequente, como revelaram as investigações da Polícia Civil.

Matheus alegou que usou força para “conter” Jarmo, que estaria exaltado e violento com outros pacientes. No entanto, essa alegação não justifica a brutalidade registrada. Além disso, Matheus, que foi preso em flagrante, não tinha a capacitação profissional necessária para ocupar o cargo de monitor terapêutico.

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