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Polícia

Criança autista volta da escola dentro de saco plástico em Alagoinhas

Menino de 6 anos estava com fralda suja; mãe denunciou caso à Polícia Civil, MP e Conselho Tutelar

Redação ChicoSabeTudo
02 de outubro, 2026 · 07:51 2 min de leitura

Uma criança de 6 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), voltou para casa dentro de um saco plástico e com a fralda suja de fezes, no dia 24 de setembro, em Alagoinhas, no interior da Bahia. O menino, identificado como Ezequiel, estudava na Escola do Campo de Alagoinhas.

Segundo relato da família, a avó foi avisada pela escola que o neto retornaria no transporte da Secretaria Municipal da Educação (Seduc). Ao chegar em casa, ela encontrou a criança enrolada no saco plástico.

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A mãe, Camila Almeida, entrou em contato com a escola para entender o que havia acontecido. De acordo com o relato da família, a diretora afirmou que a medida foi tomada para não sujar o veículo usado no transporte.

Camila procurou a Ouvidoria da Seduc, mas, segundo ela, foi orientada a não tomar outras providências fora do órgão. A mãe decidiu então formalizar denúncias à Polícia Civil, ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar.

A 1ª Delegacia Territorial de Alagoinhas confirmou que investiga uma denúncia de constrangimento contra uma criança, ocorrida em ambiente escolar no dia 24 de setembro. Segundo a corporação, diligências e oitivas estão em andamento para esclarecer o caso.

Depois do registro do boletim de ocorrência, a Seduc promoveu uma reunião com a presença da diretora da escola. A mãe afirmou ter se sentido coagida e responsabilizada pela repercussão do caso durante o encontro.

Ainda segundo a família, a secretaria chegou a propor a transferência de Ezequiel para outra escola, mantendo a diretora no cargo. Camila recusou a proposta. Ela também relatou que a secretaria tentou atribuir responsabilidade à profissional de apoio que acompanha a criança, mas essa profissional não estava com o menino no momento do episódio. A família foi informada de que o acompanhamento especializado ocorre apenas pela manhã, sem auxiliar disponível à tarde.

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Em nota, a Seduc informou que acompanha o caso em diálogo com a família, a gestão escolar e os profissionais envolvidos, oferecendo o suporte necessário. A secretaria não confirmou os relatos da mãe sobre a proposta de transferência, a permanência da diretora no cargo ou a ausência de auxiliar no turno da tarde.

A Escola do Campo de Alagoinhas foi inaugurada em abril de 2026 pela Prefeitura, com proposta de educação integral para cerca de 400 alunos da zona rural, do G4 ao 5º ano. Não foi localizada, até o momento, manifestação pública da Polícia Civil ou do Ministério Público detalhando o andamento das diligências no caso específico de Ezequiel.

"Meu filho não é lixo, não é um objeto. Não é um produto para ser colocado dentro de uma sacola plástica", disse Camila Almeida, mãe da criança.

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