Um policial militar aposentado de 103 anos foi condenado pela morte de um homem em Salvador. A decisão saiu na sessão do Tribunal do Júri realizada em 24 de setembro de 2026, no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré.
O condenado é Emiliano Melo dos Santos. Na época do crime, em 2021, ele tinha 98 anos. Segundo o BNews, o episódio aconteceu em 22 de agosto daquele ano, no Largo Dois de Julho, no Centro da capital baiana.
A vítima foi identificada pelo BNews como Welton Lopes Costa. O Portal Massa informou que ele tinha 34 anos. A reportagem original, publicada pelo Voz da Bahia, tratou a vítima apenas pelas iniciais W.L.C.
De acordo com a apuração da Polícia Civil citada pelo Portal Massa, Emiliano presenciou uma discussão entre um casal perto de sua casa e resolveu interferir. Welton teria pedido que ele não se metesse na briga. Ainda segundo essa apuração, não havia sinais de que a vítima tivesse agredido a companheira ou o próprio Emiliano.
O Voz da Bahia relatou que o idoso efetuou diversos disparos durante o episódio, atingindo o homem e ferindo também a mulher que estava com ele. O Portal Massa confirma que os dois foram baleados, mas não detalha o número de tiros.
O Ministério Público da Bahia sustentou perante o júri que o crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima, o que caracteriza homicídio qualificado. A defesa alegou legítima defesa, mas os jurados do Conselho de Sentença rejeitaram essa tese, segundo o Voz da Bahia. Essa mesma fonte informou que a acusação de lesão corporal culposa contra a mulher foi considerada prescrita.
A pena, segundo o Voz da Bahia, ficou em quatro anos, dez meses e 19 dias de prisão, em regime inicialmente semiaberto. O BNews registrou a duração de forma arredondada, como quatro anos e dez meses. Por causa da idade avançada e do estado de saúde do condenado, a Justiça determinou que a pena seja cumprida em prisão domiciliar humanitária.
O BNews acrescentou que o julgamento foi presidido pelo juiz Vilebaldo José de Freitas Pereira e que oito testemunhas foram ouvidas na sessão, sendo cinco indicadas pela defesa e três pela acusação.
Antes da condenação, Emiliano já cumpria prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica, conforme o Portal Massa. A mesma publicação informou que ele havia dito à Justiça que morava na Ilha de Itaparica.
A mãe de Welton, identificada como Ana, afirmou à Justiça que buscava reparação pela morte do filho, alegando que ele não tinha feito nada contra o idoso, segundo relato do Portal Massa.







