O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, encaminhou à Polícia Federal uma avaliação técnica de segurança sobre ameaças identificadas contra o ministro Flávio Dino. O documento foi enviado em 9 de outubro para conhecimento e adoção das medidas cabíveis pela corporação.
A providência veio depois de Dino publicar, no mesmo dia, um trecho de relatório da área de segurança do STF. O documento aponta mensagens com ameaças de violência contra integrantes da Corte na rede social X.
Segundo a Corte, o encaminhamento passou pela Secretaria de Polícia Judicial do tribunal, responsável pela segurança, inteligência e proteção de ministros, servidores e instalações do STF. O tribunal informou que mantém articulação com os órgãos competentes, incluindo a Polícia Federal, para proteger seus integrantes.
As publicações reproduzidas por Dino mencionam também os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Uma reportagem publicada sobre o caso relatou ainda ameaças de fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento contra ministros da Corte, e apontou que o X concentra o maior volume de publicações hostis contra o tribunal.
Outra reportagem sobre o episódio informou que a nota divulgada pelo STF não anunciou abertura de inquérito nem identificou responsáveis pelas mensagens até o momento.
Dino afirmou que não pretende mudar sua atuação profissional por causa das intimidações. "Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou", declarou o ministro.
O caso ocorre em meio a um momento de tensão envolvendo o Judiciário. Uma das reportagens apuradas lembra que Fachin retirou Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News em setembro de 2026.







