Na avaliação de Evinha, governo falha em não dar explicações convincentes sobre os projetos “Não tenho como aprovar”

Depois de cumprido o prazo sugerido pela líder da oposição, Evinha Oliveira (Solidariedade), o Projeto de Lei de Suplementação Orçamentária de 16 milhões de reais, da prefeitura, foi levado à votação na sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (22). 

A líder disse que ao longo desses dias ouviu de tudo: que ela havia pedido o prazo para “aparecer”, que era “mimimi”, mas que as dúvidas permaneciam e, mantendo-se sem maiores esclarecimentos por parte do governo municipal, votaria contra. 

“Às vezes eu penso em como é difícil você lutar pelos direitos da população que nem sempre entende o que você está tentando fazer. É difícil ser oposição quando a gente briga para que direitos não sejam retirados e ficam minimizando a nossa luta; por isso eu parabenizo a classe dos professores que vieram aqui e lutam pelos seus direitos. São vozes que mesmo caladas falam mais alto do que nós, aqui no palanque falamos o que achamos que é correto e vocês vivem os problemas na prática” argumentou. 

Um dos pontos críticos da suplementação é a retirada de quase 1 milhão de reais do orçamento da Educação, especificamente do Fundeb. “Eu sugeri que a secretária de planejamento viesse aqui, ela não veio, ficam mandando explicações, sabemos por terceiros que se trata disso e daquilo, mas quem fez não veio, o fato é esse.” 

“Se eu não entender o benefício de um projeto para a população voto contra “Evinha adiantou ainda na tribuna que não votaria a favor da suplementação para a Saúde, porque não ficou suficientemente claro os questionamentos que havia feito na última semana: 

“Ficou claro para mim que não adianta pedir explicações à prefeitura, mas se eu não entender se é benéfico para a população o voto será contra. Por que é que gastamos tanto com Saúde e não temos nada: falta insumos, faltam remédios na farmácia básica e quantas escolas foram reformadas? quantas creches fizeram? nenhuma. 

A vereadora percebeu que a pressa na prefeitura foi tanta que há na ementa um erro no valor do projeto, são dois valores: 16 milhões, um, e por extenso 17 milhões. 

“Eu questionaria isso à secretária, e não é porque eu sou oposição, mas porque é preciso ter transparência com recurso público.” 

Evinha ainda quis saber como se podia estar tendo tanta despesa com o (CEO) Centro de Especialidades Odontológicas se está fechado há mais de 2 anos. “Que gasto tão grande é esse?, e que tantos funcionários da Saúde são esses que agora precisam de 16 milhões só para pagar a folha?” 

Sobre a Sedes que não está entregando as cestas básicas das nutrizes, Evinha quis saber se a prefeitura está punindo o fornecedor que parou de entregar. 

“Eu quis saber se a empresa está sendo punida, porque as mães que precisam se alimentar para dar leite já estão sendo punidas, a prefeitura precisa parar de olhar somente pelo lado do empresário, do mais forte e ver o mais fraco, que precisa dos serviços e das políticas públicas”, finalizou.

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