“Pátria amada não pode ser pátria armada”, diz arcebispo durante missa festiva

Dom Orlando Brandes, fez duras críticas ao momento atual do Brasil

O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, fez duras críticas ao momento atual do Brasil durante seu sermão na missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida, na manhã desta terça-feira (12). Em discurso na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo, o religioso disse que o povo precisa abraçar nossas autoridades para construir um Brasil pátria amada. Ele disse que “para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”.

No começo do sermão, o arcebispo mencionou os indígenas e os negros. “Vou pedir que cada um de nós abrace o Brasil, abrace o nosso povo, a começar pelo povo mais original, vamos abraçar nossos índios, primeiro povo desta Terra de Santa Cruz, vamos abraçar os negros, que logo vieram fazer parte desta terra, vamos abraçar os europeus que aqui chegaram”, disse dom Orlando.

O arcebispo de Aparecida também lembrou as mortes causadas pela pandemia de Covid-19: “Nestes dias, o Brasil está enlutado pelas 600 mil mortes”.

O Santuário de Nossa Senhora Aparecida recebe milhares de fiéis e peregrinos todos os anos no dia da padroeira. A principal missa da data começou a ser realizada às 9h. Neste ano, a celebração é especial, pois marca o retorno da presença dos religiosos na catedral.

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