Secretário estadual de Saúde da BA pressiona Anvisa por liberação de vacinas: ‘Estamos ficando para trás’

Fábio Vila Boas Reprodução/ Instagram

O secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, voltou a cobrar celeridade da Anvisa para a aprovação de vacinas contra a covid-19 no Brasil. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, o secretário disse que, a depender da aprovação da Agência, é possível que a vacinação seja iniciada ainda no mês de janeiro.

“Eu acredito que aconteça já no final do mês de janeiro, nesse alinhamento que foi feito com a vacina do Butantan e da vacina russa.  A União Química Farmacêutica vai iniciar a fabricação o insumo da vacina em território brasileiro. O banco de células da vacina já está em solo nacional e vai começa a produzir a Sputnik V. Junto com a do Butantan, nós teremos duas grandes vacinas. Agora a pressão tem que ser em cima da Anvisa para ser mais célere na aprovação.

Vilas-Boas defende que a Agência de Vigilância Sanitária seja flexível na análise das vacinas, como forma de evitar mais mortes por coronavírus no país, e revelou que os secretários de saúde dos Estados enviarão uma carta pressionando o Ministério da Saúde.

“Existe um processo moroso da Anvisa. Enquanto mais de 50 países já estão vacinando nós estamos ficando para trás. É preciso flexibilizar as regras porque a cada dia que a vacina é postergada são mais mil mortes registradas no país. Hoje nós vamos enviar uma carta assinada por vários secretários de Saúde para a Anvisa flexibilizar o processo”.

O secretário argumentou ainda que, devido à produção nacional, a vacina poderia ser autorizada emergencialmente ao mesmo tempo que em que as informações burocráticas fossem analisadas.

“Se você tem uma vacina fabricada no país de origem, registrada no país de origem, testada no povo do pais, isso dá uma certa segurança e a Anvisa poderia utilizar esse tipo de dispositivo para autorizar, em regime de emergência, e paralelamente iria colhendo as informações. Um processo mais expresso que seja inovador em face do que estamos vivendo”, finalizou.

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