Influência do deputado Mário Júnior pode salvar o Hospital Nair Alves de Souza em Paulo Afonso

Deputado Mário Júnior crédito: Reprodução

Em entrevista à rádio Angiquinho FM na última sexta-feira (20), o deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP), não escondeu a sua preocupação com o futuro do Hospital Nair Alves de Souza. “Olha, eu vou falar isso pela primeira vez, se não nos unirmos e colocarmos o Nair como pauta prioritária, poderemos perder o hospital.”

O parlamentar se comprometeu em liderar as ações para a manutenção dos atendimentos na unidade, e a seu favor está sua influência no PP tanto na Bahia quanto a nível nacional.

O partido que teve um dos melhores resultados na eleição 2020, elegendo 682 prefeitos contra 498 na passada, está muito próximo do Governo Federal, tanto que em recente entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o presidente nacional do Progressistas, o senador Ciro Nogueira sinalizou uma possível filiação de Bolsonaro no PP, “É um desejo enorme. Se nós estamos no projeto político é um sonho ter o presidente no partido.”

Além disso, ainda existe a possibilidade do Progressistas fazer o próximo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), nome praticamente de consenso na sigla, e que também é muito próximo do deputado Negromonte Jr.

Com o PP e o próprio Mário Júnior, fortalecidos em todos os cenários, o deputado deverá usar esses fatores para salvar o Hospital Nair Alves de Souza, que só em 2019 fez quase 100 mil atendimentos, daí a importância em manter pleno o seu funcionamento.

HNAS não terá mais os 50 milhões da Chesf nos próximos dias

Mantido há mais de 60 anos pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) por ocasião da instalação do Complexo de Usinas de Paulo Afonso, na Bahia, para prestar atendimento de saúde dos seus operários, os serviços do Hospital vêm sendo transferidos 25% por trimestre, e, desde 1º de outubro de 2020, 75% das atividades do HNAS já foram efetivamente repassadas para o Poder Público.

No mês que vem, dia 31 de dezembro de 2020, o HNAS será integralmente desvinculado da Chesf, desonerando a Companhia de custos que se aproximam de R$ 50 milhões por ano. E aí é onde está o problema, quem vai bancar os custos do Nair?

De acordo com o deputado, a prefeitura já vem gerindo a unidade com muita dificuldade e o Governo Federal só sinalizou R$ 10 milhões por ano. Mário Júnior diz que vai lutar para a União aumentar o valor do repasse, e que as despesas precisam ser divididas proporcionalmente entre Estado, União e Município.

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