Delator diz que Geddel indicou Delcídio na Petrobras; peemedebista nega

A delação premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) teve detalhes publicados na edição da revista Veja dessa semana e traz novas informações que atingem desde caciques ligados ao governo Michel Temer até figurões das gestões do ex-presidente Lula, passando pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). O delator cumpre pena em regime semiaberto pela condenação no Mensalão do PT quando foi novamente preso em abril do ano passado por envolvimento na Operação Lava Jato.

A reincidência de Corrêa em esquemas de corrupção e a prisão levaram o ex-deputado federal pelo Partido Progressista a assinar com o Ministério Público Federal um acordo de delação premiada. Em seu depoimento, ele conta que o ex-presidente Lula gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção que se instalou na Petrobras.

Dentre os detalhes informados à força-tarefa em Curitiba, Corrêa teria dito que o presidente do PMDB baiano e ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, foi o responsável pela indicação do senador cassado Delcídio do Amaral, que era do PT, para uma diretoria da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso. Através do seu perfil na rede social Twitter, Geddel refutou as informações do ex-deputado. "Esse Pedro Corrêa é um ladrão decrepto, confesso e mentiroso.

 Poderia ter indicado Delcídio, que a época era tido como técnico competente, mas não indiquei. O que indigna é a mentira desavergonhada desse bandido, que inventa até um suposto diálogo de 20 anos atrás. Esse não pode sair da cadeia", desabafou o peemedebista.

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