Comissão do impeachment inicia discussão de relatório nesta sexta

A comissão especial do impeachment inicia na tarde desta sexta-feira (8) a discussão do parecer favorável ao processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Os trabalhos, que começam às 15h, podem se estender até o sábado (9) caso não haja acordo sobre o rito a ser seguido.

Uma reunião entre líderes na manhã desta sexta tenta diminuir o tempo de fala de cada parlamentar, fixado em 15 minutos. Só a manifestação dos mais de 100 inscritos pode levar 27,5 horas.

Deputados governistas são contra continuar os trabalhos da comissão durante o fim de semana e defendem que a discussão seja iniciada e interrompida na sexta, e continue na próxima segunda (11). Já deputados de oposição querem que a discussão se prolongue pelo fim de semana para não correr o risco de ferir o prazo, previsto no regimento, de cinco sessões do plenário da Câmara para a votação do parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

 A possibilidade do avanço das discussões foi informada pelo presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), por meio de nota. "A sessão poderá se estender até o sábado, impreterivelmente, para discussão do relatório nos termos regimentais e constitucionais", disse Rosso por meio de nota.

No texto, o parlamentar afirma ainda que não será convocada nenhuma nova reunião antes de segunda. "Na manhã de segunda será possível dar continuidade à discussão, caso ainda haja lista de remanescentes, nos termos regimentais", afirma.

Votação na segunda

Se for preciso, Rosso já disse que as discussões podem continuar na segunda-feira (11), mas só até as 17h, quando ele pretende dar início à votação do parecer. A preocupação dele é concluir a votação do relatório na própria segunda, que é o prazo final.

No dia seguinte à votação na comissão, o resultado será publicado no "Diário Oficial da Câmara" e, depois de corrido o prazo de 48 horas, o caso será incluído na pauta do plenário principal para ser votado por todos os deputados.

Para ser aberto o processo, é preciso que haja 342 votos favoráveis para que o pedido siga para análise do Senado.

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