Governador da Bahia contesta dados de microcefalia divulgados pelo Ministério da Saúde

O governador da Bahia, Rui Costa, criticou o boletim divulgado nesta terça-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que atribui a existência de 316 casos de suspeita de microcefalia no estado. De acordo com ele, os casos não foram avaliados dentro do novo critério de diagnóstico, que considera com microcefalia o bebê que tenha um perímetro cefálico menor ou igual a 32 centímetros.

“Trezentos casos é um erro, porque o próprio Ministério mudou o critério de avaliação. Os dados da Bahia divulgados ontem ainda incluíam os casos com 33 cm”, afirma. Uma reunião com o governo do estado e 126 prefeitos foi marcada para esta quinta-feira (17), para debater os casos de microcefalia na Bahia.

Segundo Rui Costa, a proposta do governo é confirmar as notificações de microcefalia em até uma semana, através da realização de ultrassonografias e tomografias nos bebês com a suspeita de má-formação.

Ainda de acordo com o governador, hoje a Bahia tem 180 casos notificados, mas não há confirmação. “Quando se trata de saúde pública, nós temos que ser precisos na informação. Não podemos ficar só com casos suspeitos”, justifica.

Segundo Rui, pelo menos outras 60 notificações não foram contabilizadas porque os municípios não incluíram o tamanho do perímetro cefálico dos bebês. A proposta do governador é que toda semana seja divulgado um boletim informando os números de casos confirmados

“Quero divulgar toda segunda-feira para a imprensa um balanço, incluindo também as ultrassonografias ou tomografias realizadas. Esses são os exames que confirmam ou não a microcefalia”, garante. O governo do estado se compromete ainda em bancar os custos dos exames realizados nos municípios com até 100 mil habitantes.

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