Idosa é obrigada a ir de maca até agência da Caixa em Paulo Afonso para comprovar vida e não perder benefício

Idosa deitada em uma maca - Créditos: Divulgação

Usuários da Caixa Econômica Federal do centro de Paulo Afonso (BA), presenciaram uma situação insólita nesta sexta-feira (27/11): uma idosa, enferma, teve de ser transportada em uma ambulância e levada até uma agência bancária localizada no centro da cidade para fazer a prova de vida.

Populares que presenciaram o fato informaram que a idosa, não identificada, foi convocada a comparecer em uma agência da Caixa Econômica Federal para comprovar a sua existência e garantir a continuidade do benefício da aposentadoria por meio da prova de vida. Ocorre que a cidadã, além da idade avançada, não tem condições de se locomover.

Os funcionários da agência foram informados que a idosa aguardava no interior de uma ambulância estacionada na área externa do banco e que precisaria que um funcionário fosse até a ambulância para realizar o atendimento. Para complicar ainda mais a situação, os funcionários se negaram a atender a idosa na ambulância, obrigando-a a ir até o hall de atendimento.

Foi uma situação inadmissível! Chamamos os funcionários pelo vidro e ninguém fazia nada. Eu chamei uma funcionária para ajudar e ela apontou para o relógio e disse que seu expediente tinha acabado. Eles não deram a mínima! Era mesmo que ninguém estivesse ali. A filha da idosa começou a chorar e isso cortou meu coração“, disse uma testemunha a reportagem da Rede Ilha FM.

Restou a familiares e populares o trabalho de retirar a maca com a idosa e levá-la ao interior da agência para que ela pudesse concluir o processo. Várias pessoas acompanharam a difícil missão. Ainda não se sabe se a aposentada estava hospitalizada ou se os familiares precisaram mobilizar essa logística apenas para garantir o direito dela ao benefício em virtude de suas condições de saúde.

Procurada pela Rede Ilha FM, a Superintendência da Caixa Econômica Federal em Salvador ficou de enviar nota sobre o caso, mas até o momento da publicação desta reportagem não houve resposta.

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