Militares decidem desaquartelar durante as próximas 48 horas

Os militares decidiram, em Assembleia geral nesta terça-feira(10/05) na Praça Deodoro, no Centro, “desaquartelar”, ou seja, não ir aos quartéis e se apresentar ao trabalho, durante as próximas 48 horas.

O “desaquartelamento” foi a forma encontrada pelos policiais para pressionar o governo a conceder um reajuste superior aos 5,91% anunciado.

Os  servidores públicos estaduais e representantes sindicais promoveram mais um ato público pelas ruas do Centro. Os manifestantes cobraram melhorias nas condições de trabalho e aumento salarial.

Na próxima sexta-feira (13) os militares irão realizar uma nova Assembleia no local. No sábado eles pretendem bloquear as vias de acesso ao Estádio Rei Pelé, onde irá acontecer o jogo da seleção feminina de futebol, do qual a alagoana Marta deve participar.

Os militares reivindicam o pagamento da correção do quinquênio, data base e resíduo de 7% e do reajuste salarial, após determinãção judicial. “Só queremos o que está na lei. Vamos votar pelo desaquartelamento, que significa que nem iríamos ao trabalho porque existe a possibilidade de prisão”, explicou o major Fragoso, presidente da Assomal.

Segundo ele, os servidores públicos têm sido tratados com descaso pelo governador Teotônio Vilela. “O governo prometeu que após a crise iria rever a questão salarial, mas passou tudo e até agora nada. Vários secretários já passaram pela pasta da administração, mas nada mudou”, destacou.

Durante o ato público, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) anunciou que a categoria vai manter a greve, que começou no dia 26 de abril. Com isso, apenas 30% dos serviços continuarão funcionando.

Da Redação ChicoSabeTudo

Fonte: Cada minuto

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