Delegados abandonam 50 cidades do interior de Alagoas

Se a situação da segurança pública está caótica em Alagoas hoje, quando existem 140 delegados na ativa, imagine quando chegar o final do ano e esse número reduzir em torno de 23%. Sem previsão de concurso público, o número de profissionais vai diminuir devido à aposentadoria de vários delegados que já cumpriram 30 anos de serviço como manda a Lei.

O pior é que atualmente, já existe a carência desses servidores. Em 50 cidades alagoanas, não há a figura do delegado titular, nesse caso o cargo acaba sendo ocupado pela autoridade policial da cidade mais próxima. Em Belo Monte, Jundiá, Palestina e Chã Preta, a situação ainda é mais grave, não existem sequer prédios de delegacias.

A dinâmica é simples: Quem precisar prestar queixa ou realizar um Boletim de Ocorrência nessas cidades, deve se dirigir a outro município. Os transtornos acabam afetando diretamente a população, principalmente aqueles que têm situação financeira precária. Muitos precisam caminhar quilômetros ou gastar o pouco que tem, para exercer seu direito de cidadão, na tentativa de que a polícia se faça presente.

E os problemas continuam, já que em Alagoas existe hoje um ‘cemitério’ de inquéritos, com mais de quatro mil investigações paradas e apenas um delegado para administrar a Central de Inquéritos Pendentes. A maioria desses crimes sem resolução foi cometida até dezembro de 2007. No final do ano passado, uma força tarefa comandada por delegados da Polícia Civil que integram a Força Nacional de Segurança Pública chegou a trabalhar em alguns desses crimes, mas encerrou as atividades sem conseguir sanar  metade das pendências.

 

Da Redação ChicoSabeTudo
Fonte: ojornalweb

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