Interior de Alagoas: Adolescente teme morrer após denúncia de leilão de virgindade

Por Chico Sabe Tudo 15/12/2010

O relaxamento das prisões das duas acusadas de leiloar a virgindade de adolescentes em União dos Palmares (AL), conforme determinou o juiz Ygor Vieira, deixou em pânico uma das supostas vítimas. Em entrevista ao Jornal Pajuçara Noite desta terça-feira (14), ela afirmou que teme pela sua integridade física, já que Tais da Silva Costa, 23 anos, e Gisela Oliveira dos Santos, 28 anos, seriam “perigosas”.

“Eu vou morrer. Essas meninas (as promotoras da festa) são os ‘cão” e elas conhecem gente ruim. Eu sou uma coitada”, disse a adolescente. Ainda de acordo com ela, outras colegas também participariam da festa, que aconteceria no Bar do Queijo, situado na zona rural de União dos Palmares.

A festa, como revelou o Tudo na Hora na última segunda-feira (13), iria acontecer na quinta-feira passada, mas foi cancelada depois que o Conselho Tutelar acionou a Polícia Militar (PM). Ao chegar no local, os policiais militares encontraram duas adolescentes ingerindo bebida alcoólica e as organizadoras da festa foram presas em flagrante.

Mesmo com medo de morrer, a adolescente revelou que tinha conhecimento do objetivo da festa e afirmou que pessoas influentes também iriam participar. “Sabia que ia ser uma farra grande, porque nesse bar nada é proibido, todo mundo pode ficar com todo mundo. A farra ia ser boa. Ia muitos homens bonitos, até o filho do prefeito morto e um advogado. A gente ia beber, dançar e no final cada um sairia com quem quisesse”, afirmou a adolescente.

Dono de bar desmente


Mas o dono do Bar do Queijo, Nelson Tenório, negou que o seu estabelecimento seja utilizado para a prática de orgias, onde a virgindade de adolescentes seriam leiloadas. “Isso não procede. Apenas cedi o bar a pessoas de maior para fazer uma confraternização. Mesmo assim pedi a PM para fazer rondas e evitar a entrada de menores. Como cedi o bar não estava aqui. Estava na minha casa dormindo”, assegurou.

Com relação ao alvará de soltura das duas supostas cafetinas, o juiz Ygor Vieira explicou que as acusações não justificariam a permanência das prisões. Isso porque, de acordo com ele, as suspeitas foram flagradas fornecendo bebida alcoólica para as adolescentes, mas ambas não possuíam antecedentes criminais e teriam residência fixa, que são pré-requisitos para assegurar a liberdade provisória.

Mas o delegado regional de União dos Palmares, Cícero Lima, afirmou ao Tudo na Hora que irá continuar investigando o caso. Ele informou que as adolescentes foram ouvidas e levadas para as suas residências, onde terão o acompanhamento do Conselho Tutelar de União dos Palmares, que já providenciou acompanhamento psicológico para elas e seus familiares.

Da Redação ChicoSabeTudo

Fonte: Tudo Na Hora

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