Alagoano acusado de atear fogo em vítima é preso após 19 anos

Por Chico Sabe Tudo 19/11/2010

A Polícia Civil sergipana concedeu uma entrevista coletiva – na tarde desta quinta-feira, 18 – para informar detalhes sobre a prisão do alagoano Carlos Soares dos Santos, de 47 anos, acusado de sequestrar e matar Cícero Gomes de Oliveira em 1991.
Foragido há 19 anos da justiça alagoana, Carlinhos, como é conhecido por amigos, foi detido no último sábado, 13, em sua residência, situada na cidade de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.
“Após receber a denúncia da existência de um foragido de Alagoas localizamos o endereço do suspeito, no Conjunto João Alves Filho, e com o apoio do delegado Marcelo Hercos e de agentes da Divisão de Combate a Roubo a Ônibus, prendemos o acusado na residência em que morava com esposa e um filho pequeno”, explicou o delegado João Martins.
A denúncia do Ministério Público de Alagoas aponta Carlos Soares e um comparsa identificado apenas como Milton como os autores do crime ocorrido em 06 de novembro de 1991.
Ainda conforme o MP, no dia do crime, a vítima seguia em veículo Gol preto em destino ao povoado Miúdo, em Arapiraca quando foi interceptado pelos acusados. Durante uma parada para que Cícero Gomes fizesse suas necessidades fisiológicas, a dupla deflagrou alguns tiros contra a cabeça da vítima e ainda realizaram um assalto.
Após o crime, os acusados seguiram rumo à cidade pernambucana de Brejinhos com o corpo dentro do porta-malas do veículo. No entanto, Carlos e Milton pararam antes na Fazenda Baixa do Milho, em Canapi (AL) e atearam fogo no corpo, com o intuito de dificultar a identificação da vítima e as investigações policiais.
Carlos Soares ficou inconformado com a prisão, já que, o crime estava prestes a prescrever caso o acusado ficasse 20 anos foragido da justiça.
“Estamos em contato com o Poder Judiciário da comarca de Canapi, em Alagoas, para providenciar o recambiamento do Carlos Soares, para que ele possa responder pelo crime praticado há quase vinte anos. A pena prevista para o caso, se for condenado por latrocínio, pode variar de 20 a 30 anos de reclusão. Carlos nos informou que moravam em Sergipe desde a prática do crime e vinha trabalhando com a venda de cosméticos”, finalizou João Martins.

Da Redação ChicoSabeTudo
Com informações da SSP/SE

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