POLÍCIA MILITAR USA VIATURAS "VITRINE" NO COMBATE À CRIMINALIDADE

Carros vazios servem para aumentar sensação de segurança

A Polícia Militar (PM) está colocando carros em pontos estratégicos de Florianópolis sem ninguém dentro para sugerir à população que a área está sendo patrulhada. A denúncia foi mostrada na noite deste domingo durante reportagem do Estúdio Santa Catarina, transmitido pela RBS TV. Um exemplo é um Logan que passa o dia parado na Praça XV de Novembro com o giroflex ligado.

O veículo aparece sendo estacionado às 8h45min. Em seguida, o policial que estava na direção vai para o posto da Alfândega, também no Centro da Capital. Ninguém permanece no carro, que é removido no final do dia para o 4º Batalhão da PM. O Logan passa tanto tempo parado com a sinalização ligada que é difícil pegar. O motorista precisa insistir quase 10 minutos até o motor funcionar.

Outro casos

A mesma situação ocorre com um veículo parado na cabeceira continental da Ponte Colombo Salles, que liga a Ilha ao Continente. O policial que trabalha no local diz que todo carro parado e com o giroflex ligado está vazio.

Isto fica claro no Logan estacionado na frente da 21º Batalhão da PM, no Norte da Capital. O único homem que está de serviço explica que o carro serve somente para chamar a atenção. Se algum crime ocorrer ele não pode sair porque o local ficaria abandonado. Por este motivo, são chamados policiais de outros bairros.

Viatura de vitrine

A prática é tão comum que consta na escala de serviço da corporação e recebe o nome de “viatura de vitrine”. O chefe da Comunicação Social da PM, tenente-coronel João Amorim, disse que deixar um carro vazio com o giroflex ligado em pontos chaves de Florianópolis faz parte da estratégia.

Justifica que aumenta a sensação de segurança da população. Ele argumenta que o policiamento não é feito somente com homens, mas também equipamentos.

A Associação de Praças de Santa Catarina considera que o patrulhamento só é eficaz quando tem policias militares nos carros. O presidente da instituição, João da Costa, reclama da quantidade de efetivo desviada para outras funções.

Nas ruas de Florianópolis, 500 homens se revezam nos turnos de serviço. Somente para cuidar dos prédio públicos, há 300. Muitos fazendo serviço de recepção e cuidando de estacionamentos.

FONTE: Diário Catarinense, via Blog do Adeilton

NOTA DO SITE: Seria cômico, se não fosse trágico. Ou melhor, é cômico do mesmo jeito. O interesante de tudo isso é a justificativa dada pela própria Polícia Militar de Santa Catarina, alegando que “o policiamento não é feito somente com homens, mas também com equipamentos”. De fato isso é verdade, mas os equipamentos só funcionam quando operados por seres humanos! Já pensou se essa moda pega?! Como fica o cidadão que procura essa viatura estacionada para atender uma ocorrência?! Já tinha ouvido casos de polícias colocarem bonecos nas ruas vestidos com fardas policiais para aumentar a sensação de segurança nas cidades, mas achava se tratar de lenda urbana. Ao menos essa eu vou poder confirmar que realmente aconteceu! Quando pensamos que já vimos de tudo, percebemos que ainda faltam absurdos para acontecer…

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