Paralisação de viaturas: Cerca de 300 policiais militares podem ser punidos no Ceará

Por Chico Sabe Tudo 18/08/2010
Insistência do Comando-Geral em punir policiais revela como o autoritarismo arcaico não se adequa mais a um país que “pensa” viver numa democracia.

A Polícia Militar do Ceará tem cerca de 17 mil policiais ativos em todo o Estado. O Batalhão de Policiamento Comunitário, o “Ronda do Quarteirão”, que existe há três anos, tem hoje 2.641 PMs, entre praças e oficiais.
Mas, por consequência do movimento “Polícia Legal”, realizado em abril deste ano, em que os policias resolveram deixar as viaturas nos pátios das companhias e cruzar os braços, alguns PM podem estar a um passo de sofrer punições e ajustes temporários.
 A equipe do Jornal O Estado recebeu a informação de que alguns policiais serão punidos por indisciplina, pelo fato de terem recusado a dirigir as viaturas, pois, na época, os veículos não tinham a documentação de licenciamento exigida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Porém, será que um movimento baseado na lei pode ser considerado um ato administrativamente indisciplinar? Semana passada, o jornal foi informado que seis policiais seriam expulsos e cerca de 100 iriam cumprir dez dias de cadeia por transgressão disciplinar, pela paralisação que trouxe bastante repercussão.
Um policial que não quis identificar-se revelou à equipe do jornal que os praças estão, realmente, sendo punidos. Inclusive, ele foi um dos militares a receber, quarta-feira passada, um documento expedido pelo Comando Geral da PM, que determina o cumprimento de dez dias de custódia disciplinar, ou seja, prisão no quartel.
Segundo ele, cerca de dez policiais de três companhias, entre as de Caucaia, Messejana e Parangaba, já receberam essa determinação. O PM disse ainda que os militares têm cinco dias para recorrer da sanção.

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