Anvisa interrompe Brasil x Argentina por descumprimento de protocolos da Covid

Jogo do Brasil e Argentina paralisado devido atuações irregulares de jogadores argentinos no estádio Arena Corinthians pelo campeonato Eliminatórias Copa do Mundo 2022. Foto: Marcelo Zambrana

A Anvisa interrompeu a partida entre Brasil e Argentina, que acontecia na Neo Química Arena, em São Paulo, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Aos quatro minutos de jogo, funcionários da Agência ingressaram em campo e forçaram a paralisação da partida por conta de quatros jogadores argentinos, que entraram no Brasil sem cumprir o período de quarentena.

Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero entraram de forma irregular no país, pois não informaram que estiveram no Reino Unido antes. Os atletas, portanto, deveriam ter cumprido quarentena e não o fizeram.

Lo Celso é um dos jogadores que entrou de forma irregular no Brasil
Reprodução: Instagram | Lo Celso é um dos jogadores que entrou de forma irregular no Brasil

Em entrevista dada ao narrador Galvão Bueno, da Globo, Antônio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, explicou a situação dos jogadores argentinos:

“O que acontece: esses quatro jogadores, ao chegarem ao território nacional, eles apresentam um documento, que é a declaração de saúde do viajante, e nesse documento estava consignado que eles não passaram por Reino Unido, África do Sul e Índia. E esses países estão, através de uma portaria ministerial, assinada por três ministros, da Saúde, da Justiça e Casa Civil, restritos para a contenção da pandemia. Logo depois, foi constatado pelos passaportes que os jogadores efetivamente estavam no Reino Unido em 14 dias”, disse o diretor.

Antes do início da partida, a Anvisa já havia se manifestado, pedindo a deportação dos jogadores argentinos:

“A Anvisa considera a situação risco sanitário grave, e por isso orientou às autoridades em saúde locais a determinarem a imediata quarentena dos jogadores, que estão impedidos de participar de qualquer atividade e devem ser impedidos de permanecer em território brasileiro”, escreveu o órgão em nota.

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