Vitória e Bahia chegam ao clássico com defesas em má fase

O equilíbrio do Ba-Vi deste domingo (2), o primeiro pela Série A e o sexto do ano, começa pelos números da zaga. Tanto Vitória como Bahia chegam ao clássico com defesas em momento ruim, titulares contestados e, para completar, desfalques neste setor.

A dupla sofreu praticamente o mesmo número de gols em dez rodadas de Série A. Foram 15 para o rubro-negro e 14 para o tricolor. O momento de cada defesa também é muito semelhante: ambas sofreram nove gols nos últimos cinco jogos.

Toda essa dificuldade passa por falhas recentes dos seus titulares. No Leão, Fred é o alvo principal das críticas da torcida, ainda mais depois de falhar duas vezes no último jogo do Vitória no Barradão, a derrota por 2×0 para o Santos.

No primeiro gol do Peixe, o zagueiro deu a bola de presente para Bruno Henrique puxar o contra-ataque. No segundo, Fred errou feio o bote sobre o atacante santista.

Mesmo tormento passa Lucas Fonseca no Esquadrão. O defensor, que vivia fase segura no início da Série A, prejudicou o time ao ser expulso na derrota por 1×0 para o Flamengo na Fonte Nova.

O zagueiro deixou o campo com apenas 30 minutos de jogo. Recebeu o primeiro cartão amarelo por reclamação e o segundo após deixar o pé numa dividida com Guerrero. Ainda virou piada nacional ao simular ter levado um soco.

O torcedor mais maldoso pode até considerar benefício, então, o fato de que os dois são desfalques para o Ba-Vi de domingo. Lucas Fonseca, obviamente, vai cumprir suspensão pelo cartão vermelho contra o Flamengo, e Fred por causa de um incômodo na parte posterior da coxa direita.

Jovens no lugar

Os prováveis substitutos de Fred e Lucas Fonseca também colocam Vitória e Bahia com algo em comum no clássico. A incumbência tem tudo para cair no colo de dois garotos: Ramon pelo rubro-negro e Rodrigo Becão pelo tricolor.

Aos 21 anos, Becão terá nova oportunidade de ganhar a confiança da torcida do Esquadrão. Na penúltima vez em que esteve em campo, substituindo justamente Lucas Fonseca, o zagueiro falhou. Foi na derrota por 3×0 para o Corinthians, em que escorregou enquanto marcava Fágner, que passou para Jô fazer o gol.

O técnico Jorginho, porém, fez questão de bancar o garoto. “A responsabilidade de escalar Rodrigo é minha. Em apenas um gol sofrido,  ele teve realmente culpa, que foi o lance do escorregão. Mas é um lance que acontece. É um zagueiro firme, da base, tenho total confiança nele. Entendo o torcedor. Como perdemos os jogos, naturalmente o torcedor vai criticá-lo”, disse.

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