Tite é confirmado como novo técnico da Seleção Brasileira

Tite é o novo técnico da Seleção Brasileira. O anúncio não foi feito por ele nem pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas por Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, no CT Joaquim Grava, nesta quarta-feira. O agora ex-comandante corintiano aceitou o convite que recebeu do mandatário Marco Polo Del Nero e será o substituto de Dunga, demitido após a fraca campanha na Copa América Centenário, na qual o Brasil caiu na primeira fase. Juntamente com o treinador, vão à Seleção o auxiliar Cléber Xavier, o dirigente Edu Gaspar e Matheus Bacchi, filho do novo comandante.

O acordo com a CBF determina o fim da terceira passagem de Tite pelo Corinthians. Campeão brasileiro no ano passado, o técnico havia retornado à equipe no final de 2014 e tinha contrato até dezembro de 2017. Ele já havia dirigido o Timão entre 2004 e 2005 e 2010 e 2013 – período em que foi campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa, entre outras conquistas. Tornou-se o segundo treinador que mais vezes comandou o Timão, atrás apenas de Oswaldo Brandão (435 jogos contra 378).

Tite havia estabelecido algumas condições para assumir a Seleção. A primeira era a recusa em negociar com a CBF caso Dunga ainda estivesse empregado. Após o fracasso na fase de grupos da Copa América Centenário, o ex-capitão da Seleção se reuniu com Del Nero na tarde desta terça-feira e ouviu que os seus serviços não eram mais necessários.

Comandar a Seleção Brasileira era um sonho antigo de Tite. Após deixar o Corinthians em 2013, o treinador tirou um ano sabático e aguardou em vão um chamado da CBF. Ele tinha a esperança de que seria o escolhido pela entidade para substituir Luiz Felipe Scolari após o vexame na Copa do Mundo de 2014 (goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha na semifinal e derrota por 3 a 0 para a Holanda na disputa do terceiro lugar). Del Nero, contudo, preferiu acertar a volta de Dunga para tentar reestruturar a equipe.

Posteriormente, Tite disse que recusou duas propostas para assumir a equipe. Um primeiro chamado teria ocorrido antes da Copa América de 2015, no Chile. Já o segundo foi feito aproximadamente três semanas após o torneio. Sob o comando de Dunga, o Brasil perdeu nos pênaltis para o Paraguai e acabou eliminado nas quartas de final.

A missão de Tite será reerguer um time marcado pelo vexame do 7 a 1 e que ainda não recuperou a confiança do torcedor. Com Dunga, a Seleção passou vergonha nas duas últimas edições da Copa América. Nas Eliminatórias à Copa do Mundo da Rússia, o Brasil está com nove pontos – a quatro do líder Uruguai – e ocupa só a sexta colocação, fora da zona de classificação.

Tite também será desafiado a cultivar um bom relacionamento com os dirigentes da CBF. A entidade foi assolada pelas denúncias de corrupção que vieram à tona com o escândalo da Fifa, deflagrado em maio de 2015. O ex-vice-presidente José Maria Marin aguarda julgamento em prisão domiciliar nos Estados Unidos, enquanto o atual Del Nero foi indiciado pelo FBI (polícia federal norte-americana) e não viaja mais para o exterior.

Há seis meses, Tite assinou um manifesto que exigia a renúncia de Del Nero da presidência da CBF. O documento, idealizado pela ONG Atletas Pelo Brasil e pelo Bom Senso FC, contou com o respaldo de 127 personalidades ligadas ao mundo do futebol.

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