Realizador de sonhos, lateral Mansur relembra morte do pai

Realizar sonhos virou a especialidade do jovem lateral Mansur. Em 2005, com apenas 11 anos, o ala deixou a pequena cidade de Laranjeiras, em Sergipe, para cumprir o desejo da família de se tornar um jogador de futebol. Na última quarta-feira, contra o Camaçari, estreou como profissional. Foi titular e um dos destaques da partida, que terminou com o placar de 3 a 1 para o Vitória. Após o confronto, um misto de tristeza e felicidade tomou conta do atleta, que apesar da pouca idade já possui muitas histórias para contar.

– Meu pai morreu em 2008, vítima de câncer. Ele tinha o sonho de me ver como profissional. Infelizmente não deu pra ele ver isso tudo se realizar. Gostaria de dizer para ele que cumpri o desejo dele. Mas não só isso. Consegui o que eu queria também, o que toda a minha família sonhava. E estou muito feliz por isso – destacou.

Mansur contou que viu o pai pela última vez no réveillon de 2007. Quando o câncer se agravou, a mãe do jogador evitou mandar notícias para Salvador. Tudo para não atrapalhar o desempenho do jovem atleta nas categorias de base do Bahia.

– A doença era muito forte. Minha mãe não me contava o que estava acontecendo. Foi quando ele estava internado que falou à minha mãe que tinha como desejo me ver jogador de futebol. Depois da partida de quarta-feira ela me ligou. Choramos juntos, mas foi um choro de felicidade. Já choramos muito de tristeza. Agora o momento é outro – afirmou Mansur.

O jovem lateral também explicou a saída do Bahia. Em janeiro, o jogador se preparava para a disputa da Copa São Paulo de Juniores quando rompeu o contrato com o Tricolor. Na semana seguinte, foi anunciado como reforço do Vitória para a temporada 2012.

– Saí do Bahia por falta de valorização. Teve realmente a questão de atraso de salários, mas o que mais pesou foi que tive a humildade de reconhecer que não estava sendo reconhecido. Conquistei muita coisa pelo Bahia, que é um clube que dispensa comentários, mas agora vejo isso como passado. Estou no Vitória e quero reconquistar tudo aqui – declarou.

Batizado como Joeliton, o jogador revelou ainda como ganhou o apelido de Mansur, nas categorias de base do já extinto Real Salvador.

– Foi quando cheguei em Salvador. Tinha um meia que falou que eu era parecido com o personagem do desenho Marsupilami. Gosto do apelido, mas não me acho parecido com desenho – disse o lateral.

Fonte: Globoesporte

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