WhatsApp passa a permitir pagamentos: Tudo o que você precisa saber

Nos dias de hoje é praticamente impossível encontrar algum brasileiro que não possua acesso ao WhatsApp, a rede social que atualmente é propriedade do Facebook dominou o país e se tornou a opção padrão para comunicações, sejam elas pessoais ou até mesmo empresariais. Não há concorrente que tenha tamanha penetratividade no mercado brasileiro como o WhatsApp, e, por isso, seus recursos tem a capacidade de impactar um grande número de pessoas. 

O aplicativo cujo principal recurso é a troca de mensagens de texto expandiu, com o tempo, sua gama de recursos, adicionando entre eles a troca de fotos e vídeos, stories, mensagens de áudio, figurinhas e GIFs, ferramentas de recorte e desenho, links ricos em multimídia, reprodução de vídeos em janela, enfim, a lista de funcionalidades do aplicativo aumenta a cada instante. Dessa vez, a novidade exclusiva para brasileiros é a capacidade de usar o app para enviar e receber dinheiro diretamente entre os contatos, mas será que esse recurso funciona bem? E é seguro? Confira!

Implicações de segurança

O WhatsApp já possui um arcabouço de recursos e reputação quanto a sua segurança. Para começar, o aplicativo introduziu a criptografia de ponta a ponta que impede que terceiros interceptem o conteúdo das mensagens enviadas. No entanto, isso não impede que alguém comprometa o aplicativo caso tenha acesso ao aparelho de quem envia ou recebe o conteúdo. Por isso, antes de mais nada, é importante seguir algumas etapas para garantir a segurança do aparelho contra invasores externos:

Mantenha seu sistema atualizado.

Instale somente aplicativos de fontes confiáveis como a App Store e Google Play.

Sempre use uma VPN em sua conexão, aproveite uma VPN com teste grátis.

Bloqueie remetentes desconhecidos ou suspeitos. 

Também é importante salientar que, embora o aplicativo prometa que os dados das transações jamais serão armazenadas pelo Facebook ou WhatsApp, os bancos parceiros terão cópia de cada transação e poderão, portanto, utilizar-se desses dados para rastrear os usuários. Além disso, os meta-dados das mensagens, como a localização e hora, são coletados pelo WhatsApp. 

Pagamentos pelo WhatsApp – como funcionam? 

O recurso é o primeiro que irá compor o Facebook Pay, serviço de pagamentos que estará disponível no WhatsApp, Facebook, e Instagram. Para usar o serviço é necessário receber a atualização contendo o novo recurso, no momento, somente alguns usuários selecionados terão acesso ao serviço – depois dessa fase inicial, todos os aparelhos com a versão mais recente terão a possibilidade de realizar as transações, através do mesmo menu que permite o envio de imagens e anexos. 

A princípio, é necessário registrar um cartão compatível com o serviço, atualmente são eles os cartões de crédito e débito Banco do Brasil, Nubank, e Sicredi. A Cielo é responsável pelo processamento dos pagamentos com a operadora do cartão de crédito, Visa ou MasterCard. Depois, cria-se uma senha numérica para o serviço (Também é possível usar a impressão digital em aparelhos compatíveis) que será usada para autenticar cada transação.

Para usuários normais o recurso é completamente livre de taxas, ou seja, ao enviar R$ 15,00 para um amigo, a pessoa receberá R$ 15,00. Mas existem restrições para prevenir o abuso, são elas: 

20 transações diárias por pessoa.

Máximo de mil reais por transação.

Apenas cartões de débito.

Limite de 5 mil reais por mês.

De acordo com os diretores da plataforma, o objetivo do serviço é ajudar pequenos negócios e empresas a entrarem no mercado digital e agilizarem seus serviços, por isso, a modalidade empresarial também está disponível, e não possui as mesmas restrições. Mas, nesse caso, há o pagamento de até 4% de taxa sob o valor de cada transação, dependendo do cartão usado. O aplicativo também proíbe que as trocas financeiras sejam associadas a qualquer atividade ilegal, como compra e venda de artigos proibidos ou evasão fiscal. 

Pagamentos em um aplicativo de mensagens, por quê? 

A ideia de misturar uma plataforma de mensagens com transações financeiras pode parecer inusitada, mas não é nenhuma novidade. Na China, o aplicativo mais popular é o WeChat, mensageiro instantâneo que incorporou tantos recursos que hoje possui redes sociais, pagamentos, carteira de identidade, diário, e muitos outros recursos em um só app, dominando a vida dos usuários. O efeito foi tremendo: Ao caminhar pela China, é possível encontrar diversas lojas que só aceitam pagamentos através do app, basta que o cliente escaneie o código QR no caixa e efetue a transferência. Até mesmo taxistas e outros prestadores de serviço adotaram a ideia. Na prática, esse tipo de serviço permite que trocas financeiras aconteçam com a mesma facilidade que enviar uma mensagem, e por isso, são extremamente poderosas para facilitar e agilizar os negócios, sem que o vendedor precise investir em uma estrutura de pagamentos robusta. 

A desvantagem é a dependência cada vez maior em uma plataforma única e poderosa, o WhatsApp já chegou ao ponto de influenciar as eleições brasileiras, ao adicionarmos dinheiro na mistura é possível que o tamanho do aplicativo supere até mesmo as maiores empresas do país. 

Conclusão

Em breve, é muito possível que você cobre uma dívida de um amigo pelo WhatsApp, receba o dinheiro, contate uma pizzaria e pague através do próprio aplicativo. A promessa de uma plataforma monetária já foi testada na Índia e agora está chegando para diversos usuários do Brasil. Aguardamos para ver quais efeitos essa mudança trará na micro-economia do país e no cotidiano das pessoas, sempre equilibrando as facilidades com 

o perigo à privacidade

 e liberdade digital. E para mais novidades sobre redes sociais, confira os novos recursos de enquetes do LinkedIn.

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