Luiza Brunet pediu R$ 100 milhões a ex no processo de separação, diz colunista

A ex-modelo e atriz Luiza Brunet teria pedido R$ 100 milhões no acordo do processo de separação dela com o empresário Lírio Parisotto. A informação foi divulgada hoje pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, os advogados de Luiza  procuraram o escritório de Luiz Kignel, que representa o empresário para fazer a proposta. 

"Eles pediram R$ 100 milhões pelo que seria a formação de patrimônio em uma união estável (…) Não houve união estável alguma. O que houve foi um namoro com vários rompimentos inclusive", afirmou o advogado ao jornal. Ele ressaltou que não aceitou a proposta e aguarda que Luiza entre na Justiça. Parisotto está entre os 30 empresários mais ricos do Brasil, com fortuna estimada em US$ 1,6 bilhão.

Denúncia de agressão

Luiza Brunet, de 54 anos, denunciou Lírio Parisotto ao Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) por agressão física. A revelação da violência foi feita pela ex-modelo à coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Ela acusa o empresário de espancá-la na madrugada do dia 21 de maio, durante uma viagem do casal à Nova York.

Segundo o relato de Luiza, o então companheiro começou a se exaltar durante um jantar com amigos, quando o casal foi questionado se iria a uma exposição. Parisotto disse que não iria porque, da última vez, foi confundido com o ex-marido da modelo. 

Ao voltarem para o apartamento onde estavam hospedados na cidade americana, Parisotto discutiu com a atriz e a atingiu com um soco no olho e chutes. Em seguida, ela diz ter sido derrubada no sofá e imobilizada violentamente, o que provocou a quebra de quatro costelas da atriz. Luiza conseguiu escapar depois de ameaçar gritar pelo concierge. No dia seguinte, ela voltou ao Brasil, onde iniciou tratamento médico para as lesões.

"É doloroso, aos 54 anos, ter que me expor dessa maneira. Mas eu criei coragem, perdi o medo e a vergonha por causa da situação que nós, mulheres, vivemos no Brasil", declarou ela ao colunista.

Com os laudos médicos e fotos que comprovavam a agressão, a atriz entrou com representação contra Parisotto no dia 23 de junho. "Foi um depoimento muito seguro, mas ela se mostrou abalada. Nos solidarizamos com o sentimento dela, entendemos que a agressão era grave e ensejava a aplicação de medidas protetivas porque nos relatou bastante medo", diz Carlos Bruno Gaya da Costa, promotor do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) responsável pelo caso.

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