Ex-integrante do Raça Negra vive nas ruas há 10 anos e culpa vocalista por saída do grupo

Um ex-integrante do grupo Raça Negra vive nas ruas de São Paulo há dez anos. A Record mostrou a história de Edson Café, músico que abandonou a vida de luxo e sucesso por causa das drogas. Ele também falou sobre os desentendimentos com o vocalista do grupo, o cantor Luiz Carlos.

Edson Café ficou 14 anos no Raça Negra e viveu o auge do grupo. Nos anos 90, eles tinham o cachê mais alto entre os artistas e suas canções eram as mais pedidas das rádios. Os problemas começaram quando o músico tinha 38 anos e sofreu um AVC (acidente vascular cerebral), supostamente por causa da rotina estressante de shows.

O dano prejudicou os movimentos do seu braço esquerdo, o impedindo de tocar violão. No início, Café ainda se apresentava com o Raça Negra tocando pandeiro. Ele culpa Luiz Carlos, líder da banda, pelo afastamento. “A gente nunca se bicou”, confessa.

Depois do AVC e sem tocar no grupo, Café teve uma crise emocional e se entregou às drogas.

Ex-integrantes do grupo dizem que foram enganados e convencidos a assinar documentos que transferiam o nome do Raça Negra para o vocalista. Durante dois meses a Record tentou ouvir Luiz Carlos sobre Edson Café, mas ele se nega a falar sobre o assunto.

A reportagem acompanhou Café por dois meses. Nesse tempo, depois de muitas reviravoltas, ele decidiu se internar numa clínica de reabilitação. Lá, reencontrou dois dos sete filhos.

Após a reabilitação ele foi convidado para se apresentar de novo com os ex-integrantes de Raça Negra.

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