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Marina Candia exalta povo e fé do Salgado após conhecer tecelagem centenária de Delmiro Gouveia

Visitando a Tecelagem Descanso de Rei, no sertão alagoano, ela acompanhou de perto o trabalho manual preservado há gerações e fez questão de destacar a força da comunidade.

Redação ChicoSabeTudo
01 de julho, 2026 · 00:06 2 min de leitura
Tecelagem artesanal de redes no povoado Salgado, Delmiro Gouveia, Alagoas
Tecelagem artesanal de redes no povoado Salgado, Delmiro Gouveia, Alagoas

Uma visita ao interior do sertão alagoano virou motivo de reflexão e valorização cultural. Marina Candia esteve no povoado Salgado, em Delmiro Gouveia, e saiu de lá com palavras fortes sobre o que encontrou: uma comunidade que mantém viva, há gerações, a arte da tecelagem artesanal de redes.

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Durante a passagem pelo local, ela conheceu a Tecelagem Descanso de Rei e acompanhou de perto o processo de fabricação das peças. Tudo feito à mão, nos mesmos teares rústicos que, segundo informações divulgadas pela assessoria de comunicação, famílias inteiras utilizam para produzir tapetes, redes, colchas e almofadas nessa região do sertão.

O que chamou a atenção de Marina não foi só a técnica. Foi o significado por trás de cada fio. Segundo a assessoria, ela declarou: "Salgado é uma preciosidade do sertão. Entre fios e teares, as redes atravessam gerações, preservando um legado de trabalho, tradição e amor. Mas a maior riqueza desse lugar é o seu povo: acolhedor, forte e de uma fé que inspira."

A história do Salgado com a tecelagem é antiga e tem até um capítulo imperial. Segundo relatos de moradores, o Imperador Dom Pedro II adorou descansar sobre as redes produzidas pelas tecelãs locais durante uma de suas passagens pela região, e o Núcleo de Tecelagem da Associação Rural São João Batista, da Comunidade Salgado, tem seus trabalhos reconhecidos com a marca "Tecelagem do Rei".

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O próprio nome "Descanso de Rei" carrega essa memória. O legado imperial virou identidade local, e a comunidade segue honrando essa marca com o trabalho diário nos teares. Em teares bastante rudimentares, Delmiro Gouveia fabrica redes de algodão, uma tradição que posiciona o município como referência do artesanato nordestino.

A visita também repercutiu nas redes sociais. Ainda segundo a assessoria de comunicação, a Tecelagem Descanso de Rei agradeceu publicamente a presença de Marina e afirmou que a visita foi um presente para o povoado, reforçando que as portas — e os corações — estarão sempre abertas para recebê-la de volta.

Delmiro Gouveia é uma cidade marcada pela força de quem transforma o ambiente ao redor. No município, as compras e o artesanato unem a rica história industrial da cidade à cultura resistente e autêntica do sertão alagoano. O Salgado é parte desse conjunto, com sua especificidade: não é um polo industrial, mas um núcleo comunitário onde o artesanato é sobrevivência, identidade e patrimônio ao mesmo tempo.

A passagem de Marina pelo sertão alagoano reforça um movimento que ganha força no Nordeste: o de dar visibilidade a comunidades que resistem ao tempo preservando saberes tradicionais. Para quem vive às margens do São Francisco, entre Alagoas e Bahia, esse reconhecimento não é detalhe — é parte do que mantém essas culturas vivas.

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