O professor e educador Pedro Fernando publicou um vídeo nas redes sociais denunciando que teria sido impedido de permanecer no Boteco da Vila Militar, em Paulo Afonso, por usar um adesivo com o número 13. A publicação se espalhou por grupos de WhatsApp da cidade e por outros perfis nas redes sociais.
Após a repercussão, a reportagem entrou em contato com a gestão do estabelecimento para ouvir a outra versão do caso.
Rafael, proprietário do negócio, afirmou em áudios enviados à reportagem que o boteco funciona em uma área sob administração militar. Segundo ele, a empresa é terceirizada e precisa cumprir as regras estabelecidas para o espaço.
De acordo com Rafael, Pedro Fernando foi orientado a retirar o adesivo para poder permanecer no local. Ele afirmou que o professor optou por ir embora após receber essa orientação.
O proprietário declarou ainda que a regra não é direcionada a nenhum grupo específico e vale para manifestações político-partidárias de qualquer natureza. Em um dos áudios, Rafael disse: "Como nós, empreendedores, queremos qualquer cliente aqui, mas infelizmente nós temos que cumprir a lei".
A gestão do boteco também enviou à reportagem imagens de um aviso afixado no local, atribuído à 1ª Companhia de Infantaria. O texto proíbe manifestações de natureza político-partidária nas dependências sujeitas à administração militar.
Rafael afirmou ainda que a gestão está em contato com um advogado para avaliar as medidas cabíveis após a repercussão do vídeo publicado pelo professor.
O caso reúne, até o momento, duas versões: a de Pedro Fernando, que questiona a restrição sofrida, e a da gestão do boteco, que diz ter agido apenas para cumprir as normas aplicáveis ao espaço onde o estabelecimento funciona.







