O Esporte Clube Vitória deu adeus à Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2024, a Copinha, após uma eliminação emocionante na segunda fase. O time baiano enfrentou o Palmeiras e, depois de um empate eletrizante por 3 a 3 no tempo normal, acabou perdendo nos pênaltis por 3 a 2. Um desfecho que encerrou a participação do Leão na 56ª edição do torneio, marcando mais uma página em sua longa história na competição.
A campanha do Vitória em 2024 começou com a classificação para a segunda fase como segundo colocado do Grupo 27. O time conquistou quatro pontos ao empatar com o Capivariano por 2 a 2 e vencer o Rio Branco-ES por 2 a 0. Na última rodada da fase de grupos, o Leão sofreu uma derrota de 1 a 0 para o Flamengo (SP), mas a pontuação já era suficiente para seguir em frente.
Com essa participação, o Vitória chegou à marca de 34 aparições na Copinha, um torneio que, ao longo dos anos, se tornou um celeiro de talentos para o futebol brasileiro. Apesar da eliminação recente, a história do clube na competição é rica e cheia de momentos marcantes, especialmente uma campanha que ainda hoje é lembrada com carinho pelos torcedores.
A Campanha Histórica de 1993: Nascem os Pentacampeões
A participação mais brilhante do Vitória na Copa São Paulo aconteceu em 1993. Naquele ano, o time rubro-negro alcançou as semifinais e conquistou um honroso terceiro lugar. Mais do que a colocação, aquela equipe ficou eternizada por revelar grandes nomes que fariam história no futebol mundial.
Imagine só: o goleiro Dida e o volante Vampeta, dois futuros pentacampeões mundiais com a Seleção Brasileira, deram seus primeiros passos de destaque na Copinha de 93 vestindo a camisa do Vitória. Além deles, outros talentos como Paulo Isidoro e Alex Alves também brilharam, mostrando a força da base do Leão naquela época.
A jornada em 1993 foi desafiadora desde o início. Os jovens jogadores enfrentaram uma desgastante viagem de ônibus e estrearam com uma derrota para o Palmeiras por 2 a 0. Mas o Leão não desanimou. Embalado, o time goleou o Atlético Mineiro por 5 a 2 e empatou com o Paraná por 1 a 1, garantindo a classificação em segundo lugar no Grupo C, graças ao saldo de gols.
Na fase seguinte, o Vitória mostrou ainda mais garra. Venceu o Bahia por 1 a 0, o Noroeste por 2 a 1 e o Botafogo-SP por 1 a 0, avançando com força. Nas semifinais, a derrota por 1 a 0 para o São Paulo impediu que o rubro-negro disputasse o título. Contudo, a equipe não voltou para casa de mãos vazias, conquistando a medalha de bronze ao vencer a Portuguesa (SP) por 1 a 0 na disputa pelo terceiro lugar.
Um Olhar Sobre as Participações do Leão na Copinha
Desde sua primeira participação, em 1983, o Vitória tem sido uma presença constante na Copa São Paulo, com um total de 34 edições disputadas. Além do feito de 1993, o clube chegou às quartas de final em 1994, 2012, 2015 e 2018, mostrando a capacidade de sua base de competir em alto nível. A Copinha sempre foi um palco importante para o desenvolvimento e a projeção de jovens talentos baianos.
Confira a lista completa de participações do Esporte Clube Vitória na Copa São Paulo de Futebol Júnior:
- 1983 – Primeira fase
- 1984 – Primeira fase
- 1993 – 3º lugar
- 1994 – Quartas de final
- 1995 – Primeira fase
- 1996 – Primeira fase
- 1997 – Oitavas de final
- 1998 – Oitavas de final
- 1999 – Primeira fase
- 2000 – Primeira fase
- 2001 – Primeira fase
- 2002 – Primeira fase
- 2003 – Primeira fase
- 2004 – Primeira fase
- 2005 – 16 avos de final
- 2006 – Primeira fase
- 2007 – Oitavas de final
- 2008 – 16 avos de final
- 2009 – Primeira fase
- 2010 – 16 avos de final
- 2011 – Oitavas de final
- 2012 – Quartas de final
- 2013 – Primeira fase
- 2014 – Primeira fase
- 2015 – Quartas de final
- 2016 – 32 avos de final
- 2017 – 32 avos de final
- 2018 – Quartas de final
- 2019 – 32 avos de final
- 2020 – 32 avos de final
- 2021 – Não foi disputada
- 2022 – Primeira fase
- 2023 – Primeira fase
- 2024 – 16 avos de final
- 2025 – 32 avos de final
- 2026 – 32 avos de final
Mesmo com a eliminação em 2024, a jornada do Vitória na Copinha continua a ser um testemunho de seu compromisso com o futebol de base e com a formação de atletas que, um dia, podem brilhar nos maiores palcos do futebol mundial, assim como fizeram Dida e Vampeta.







