A Justiça do Trabalho condenou o Esporte Clube Vitória a pagar R$ 7 milhões ao atacante Lucas Braga. A decisão foi tomada após recurso apresentado pela defesa do jogador e mudou um entendimento anterior da 18ª Vara do Trabalho de Salvador.
O Vitória informou que vai recorrer da condenação. Em nota, o Departamento Jurídico do clube afirmou considerar a multa indevida.
"O Departamento Jurídico entende que a referida multa é indevida, razão pela qual adotará as medidas recursais cabíveis para buscar a reforma da decisão, com base nos fundamentos jurídicos que serão apresentados à Justiça", disse o clube.
Lucas Braga recorreu à Justiça do Trabalho no início de 2026 pedindo rescisão do contrato com o Vitória. Na ação, a defesa do atacante pedia indenização de R$ 13 milhões, somando salários e direitos de imagem. Em decisão liminar, a Justiça havia acatado o pedido, e a rescisão foi registrada no Boletim Informativo Diário da CBF em 20 de fevereiro.
Em setembro, a 18ª Vara do Trabalho de Salvador negou o pedido de Lucas Braga para receber a cláusula compensatória desportiva. A defesa do atacante recorreu e obteve decisão favorável, que resultou na condenação de R$ 7 milhões ao Vitória.
Segundo a decisão, apenas os valores relacionados aos salários são de competência da Justiça do Trabalho. Já os R$ 6 milhões referentes a direitos de imagem deverão ser discutidos na Justiça Cível, conforme uma das fontes consultadas.
Lucas Braga chegou ao Vitória em fevereiro de 2025, contratado junto ao Santos. Segundo o estafe do jogador, o Vitória acertou com o Santos a compra de 50% dos direitos econômicos do atacante por R$ 10 milhões.
Pelo Vitória, Lucas Braga disputou 35 partidas, 20 delas como titular, e marcou dois gols. Sua última partida pelo clube aconteceu em 29 de novembro de 2025, na vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro. Depois de deixar o Vitória, o atacante negociou com o Fortaleza, mas foi reprovado nos exames médicos e não voltou a atuar por outro clube.
Em nota, o Vitória afirmou que vai se defender nas instâncias competentes.
"O Clube reafirma sua confiança na análise do caso pelas instâncias competentes e informa que continuará defendendo seus interesses com responsabilidade e respeito à legislação aplicável", declarou o clube.







